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sexta-feira, 3 de março de 2017

MK Music - Glamour Gospel


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MK Music
Fundador(es)
Gênero(s)Música cristã contemporânea
País de origem Brasil
LocalizaçãoRio de Janeiro, Rio de Janeiro
Página oficialMKmusic.com.br
MK Music, também conhecida por seu antigo nome MK Publicitá é a maior gravadora brasileira de música cristã contemporânea, fundada em 1986 e pertencente ao Grupo MK de Comunicação.
Já lançou mais de 400 obras fonográficas em diversos suportes e recebeu vários prêmios internacionais, como o Grammy Latino. Atualmente está associada à ABPD - Associação Brasileira dos Produtores de Discos (atual Pro-Música Brasil).[1]


História[editar | editar código-fonte]

A origem do nome MK remete às sócias/publicitárias Marina (de Oliveira) e Kátia (Koslowisky) que criaram a "agência de publicidade" (daí o "Publicitá" que é Publicidade em italiano). A agência não obteve sucesso e a sociedade foi desfeita, ficando apenas Marina com a empresa. Nesse momento os pais da cantora e produtora artística a apoiaram e assumiram a empresa, que mudou completamente a sua denominação de agência de publicidade para gravadora. Como o nome de fantasia MK Publicitá estava em desacordo com a atual atividade da empresa, alterou-se para MK Music que está alinhada com a atual atividade da empresa.
A gravadora MK Music, parte do grupo MK de comunicação foi fundada em 13 de agosto de 1986, sendo uma das primeiras do segmento no Brasil. Presidida por Yvelise de Oliveira, o selo passou a ser destaque no meio cristão. Artistas como Marina de Oliveira, Banda e Voz,[2] Carlinhos Felix,[3] Catedral, Complexo J e Cassiane foram alguns dos vários artistas contratados pelo selo no início e meio dos anos 90.[4]
A partir do ano de 1995, o grupo iniciou a coletânea Amo Você, reunindo os artistas da gravadora em canções românticas, como Novo Som, Banda e Voz, Cassiane & Jairinho, Rayssa e Ravel, Aline Barros, dentre outros.[5][6]
Com a saída da banda Catedral em 1999, a gravadora contratou a Oficina G3 para representar o rock cristão no selo. Recomendado pelo grupo, o selo contratou Brother Simion, ex-vocalista do Katsbarnea e no ano seguinte o grupo Fruto Sagrado.[7] A MK foi responsável por lançar o primeiro álbum de música cristã no Brasil a vender mais de um milhão de cópias, Com Muito Louvor de Cassiane.[8]
Em 2003, a gravadora iniciava a coletânea Remix, contendo canções de artistas do selo em estilo eletrônico. O primeiro trabalho reuniu canções como "Pisa no Inimigo" do Voices, "Te Escolhi" de Oficina G3, "Voar como a Águia" de Alda Célia e "Redenção" de Brother Simion.[9]
Álbuns como Extraordinário Amor de Deus de Aline Barros,[10] Além do que os Olhos Podem Ver de Oficina G3,[11] e Na Extremidade de Marina de Oliveira já foram indicados ao Grammy Latino.[12]
Em janeiro de 2010, a gravadora começou a investir nos formatos digitais. Por meio do site Som Gospel, todo o acervo da gravadora foi digitalizado e as pessoas pagavam para ter acesso às músicas. Este processo permite a gravadora um maior controle na distribuição, mais rapidez nos resultados e inclusão de novidades no portal regularmente.[13]
Em 2015, vários discos da gravadora fizeram parte de uma lista dos maiores álbuns da música cristã brasileira, numa lista compilada por músicos, historiadores e jornalistas.[14][15]

Artistas[editar | editar código-fonte]

Atuais[editar | editar código-fonte]

Ex-artistas[editar | editar código-fonte]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

A gravadora MK Music já foi protagonista e participante de diversos problemas judiciais e conflitos com músicos. Segue abaixo alguns dos casos mais notáveis.

Processo de Kim, vocalista da banda Catedral[editar | editar código-fonte]

Em 1999 a gravadora Warner Music Brasil sentiu interesse em contratar a banda Catedral, na época ainda na MK Music em seu cast. A contratação era de bom grado tanto à banda quanto à gravadora. Um acordo mútuo foi firmado entre o grupo e a MK no fim do contrato. A banda lançou o disco Para Todo Mundo e seguiu sua carreira. Já o vocalista Kim manteve o contrato com a MK Music lançando seus trabalhos solo pelo selo.[16][17]
A partir do momento em que o Catedral passou a lançar seus discos também no mercado secular começaram a surgir boatos e falsas histórias que denegriam a imagem do grupo. Contudo, uma entrevista dedicada ao portal Usina do Som, em maio de 2001, prejudicou a carreira da banda. Segundo os integrantes da banda, houve adulterações de informações e inclusão de citações mentirosas. O jornalista Ricardo Alexandre assinou a matéria. Com a popularidade imediata da matéria, a MK Music decidiu entrar em contato com Ricardo para confirmar a veracidade das informações, confirmadas pelo profissional. Com isso, a MK passou a divulgar que o contrato entre ela e Kim havia sido rescindido por punição e passou a ofender o músico e a banda em várias matérias na internet declarando que o único objetivo do Catedral era enriquecer e que não possuía nenhum compromisso religioso. A gravadora parou de lançar todos os trabalhos da banda lançados pelo selo, como A Revolução, Contra Todo Mal e Eterno.[16][17]
Então Kim abriu um processo contra a gravadora por danos morais. A MK então tentou transformar o processo numa reconvenção, mas não conseguiu. Após quase dez anos a gravadora foi condenada a pagar trezentos mil reais à cada integrante do Catedral, totalizando quase um milhão de reais.[16][17] Em 2003 em uma entrevista à Revista Eclésia, Kim mostrou-se entristecido com o ato da gravadora e de parte do público gospel que admirava o Catedral:[18]

Processo contra a cantora Cassiane[editar | editar código-fonte]

Em 2007 a gravadora MK Music abriu um processo contra a cantora Cassiane por não cumprir um contrato artístico com a gravadora. Segundo a cantora, esta foi informada que havia chegado o momento de renovar o contrato, mas ela não quis pois supostamente já havia o cumprido lançando cinco álbuns. Porém a gravadora afirmou a ela que os trabalhos ao vivo e as regravações não contavam, portanto a artista devia um disco ao selo. Além do processo por não cumprir o contrato, a cantora foi acusada de formação de quadrilha.[19]
Mesmo assim, a artista gravou de forma independente o álbum Faça Diferença mas este foi impedido de ser comercializado. Anos depois a obra retomou a ser comercializada pela Sony Music Brasil. Durante a época do processo em 2008, a artista chegou a criticar fortemente a gravadora durante o Programa Raul Gil em rede nacional.[19]
Em 2009, após um almoço com Yvelise de Oliveira, Cassiane e seu marido Jairinho Manhães terminaram com a briga judicial e a cantora passou a trabalhar no disco que seria lançado pela MK Music em 2010 mas sem a volta de Cassiane à gravadora. O álbum, intitulado Tempo de Excelência foi lançado em 2013, 6 anos após o incidente, em formato digital.[19]
Em setembro de 2015, no entanto, Cassiane assinou novamente com a gravadora MK Music, após uma passagem rápida pela distribuidora independente Onimusic.[20]

Conflitos na banda Fruto Sagrado[editar | editar código-fonte]

Em 2002, a gravadora contratou a banda de rock Fruto Sagrado, que vinha de um processo com o selo Salmus Produções e a gravadora Top Gospel. Para que o contrato se firmasse, a MK Music propôs que os integrantes pagassem os 400 mil reais pelo processo perdido. Com o processo pago, principalmente pelos integrantes Bênlio Bussinguer e Marcão (únicos da formação inicial), a entrada da banda na gravadora estava firmada.[21]
Com a proximidade do lançamento do álbum O que na Verdade Somos, as diferenças no gosto musical e a desconfiança entre os integrantes (principalmente após o processo) levou a uma forte crise no grupo. O tecladista Bênlio, se sentindo ameaçado por cada vez mais estar sendo excluído da musicalidade do grupo, e sendo acusado pela má-administração da banda, mais tarde foi anunciado como ex-integrante do grupo, em detrimento do extremo atraso do prazo de lançamento do disco e por uma suposta "armação" dos demais integrantes, com sua saída apoiada e pouco divulgada pela MK em outubro de 2003, após ter recebido férias forçadas enquanto os demais integrantes do Fruto Sagrado cumpriam agenda.[21]
Marcão, em entrevista afirmou que, ao entrar na gravadora MK Music, teve vários receios e preconceitos, embora passou a perceber que "grande parte do que se fala a respeito da MK é lenda".[22] Bênlio, em outra entrevista afirma que, durante esta época a proposta musical, objetivo e formação da banda havia mudado drasticamente, mas não poderia afirmar se tinha influência (o objetivo) da gravadora.[23]

Rogério Vieira[editar | editar código-fonte]

O produtor Rogério Vieira foi, por muitos anos um dos produtores musicais mais requisitados e responsável pela produção da maioria dos álbuns da gravadora. No entanto, em 2013, a esposa do músico foi contratada pela gravadora como cantora. O álbum, de Lilian Lopes chegou a ser distribuído, mas rapidamente tirado de circulação em menos de um mês. Nesta época, a presidente da gravadora, Yvelise de Oliveira proferiu ataques públicos à Rogério Vieira por ter recebido presentes de Maurício Soares, na época diretor do selo evangélico da gravadora Sony Music Brasil. Vieira ficou alguns anos sem produzir quaisquer álbuns da gravadora.[24] Sua primeira assinatura após o ocorrido foi somente em 2016, com o disco da banda Gálbano.[25]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Ir para cima ↑ «MK Music». ABPD. Consultado em 6 de outubro de 2012 
  2. Ir para cima ↑ «Amo Você Volume 1». iTunes. Consultado em 6 de outubro de 2012 
  3. Ir para cima ↑ «Nada a Perder». Arquivo Gospel. Consultado em 5 de outubro de 2012 
  4. Ir para cima ↑ «A Revolução». Arquivo Gospel. Consultado em 6 de setembro de 2012 
  5. Ir para cima ↑ «Amo Você Volume 1». iTunes. Consultado em 6 de outubro de 2012 
  6. Ir para cima ↑ «Amo Você Vol. 8». iTunes. Consultado em 6 de outubro de 2012 
  7. Ir para cima ↑ «Revista Rolling Stone publica matéria sobre o Rock Gospel». Gospel+. Consultado em 11 de agosto de 2012 
  8. Ir para cima ↑ «Uma breve lista das pessoas que mais contribuíram para o sucesso da música gospel nos últimos anos». Observatório Cristão. Consultado em 6 de outubro de 2012 
  9. Ir para cima ↑ «Remix MK by Various artists». iTunes. Consultado em 6 de outubro de 2012 
  10. Ir para cima ↑ Rafael Ramos (14 de novembro de 2011). «Aline Barros, da MK Music e Alex Campos, da CanZion, são os grandes vencedores do Grammy Latino 2011». Super Gospel. Consultado em 15 de novembro de 2011 
  11. Ir para cima ↑ «CD de Aline Barros ganha o Grammy Latino». Renovida. Consultado em 10 de junho de 2012 
  12. Ir para cima ↑ Marina de Oliveira ganha o Grammy Latino 2010
  13. Ir para cima ↑ «MK MUSIC LANÇA PORTAL DE MÚSICA INÉDITO NO BRASIL». MK Music. 22 de janeiro de 2010. Consultado em 12 de junho de 2015 
  14. Ir para cima ↑ «Sites cristãos produzem lista dos 100 maiores álbuns nacionais». Super Gospel. Consultado em 20 de setembro de 2015 
  15. Ir para cima ↑ «Os 100 maiores álbuns nacionais da música cristã». O Propagador. Consultado em 20 de setembro de 2015 
  16. ↑ Ir para: a b c «Catedral vence processo polêmico». Creio. Consultado em 6 de outubro de 2012 
  17. ↑ Ir para: a b c «Catedral X MK: banda ganha processo contra a gravadora». Gospel+. Consultado em 6 de outubro de 2012 
  18. ↑ Ir para: a b «Entrevista com Kim». Revista Eclésia. 94. 2003 
  19. ↑ Ir para: a b c d «Acordo sela briga com Cassiane». Creio. Consultado em 6 de outubro de 2012 
  20. Ir para cima ↑ «Após oito anos, Cassiane volta para a MK Music». Gospel Prime. Consultado em 20 de setembro de 2015 
  21. ↑ Ir para: a b c «Pode balançar a árvore que tem Fruto na área». Gospel Mania. Consultado em 4 de novembro de 2013 
  22. Ir para cima ↑ «Entrevista com Marco Antônio, gógó do Fruto Sagrado». Dot Gospel. Consultado em 1 de julho de 2012 
  23. Ir para cima ↑ «Bênlio Bussinguer, ex-Fruto Sagrado responde ao artigo da Revista Eclésia». Dot Gospel. Consultado em 4 de novembro de 2013 
  24. Ir para cima ↑ Tayse Souza (19 de janeiro de 2014). «TOP 10 - Polêmicas gospel de 2013». O Propagador. Consultado em 31 de janeiro de 2015 
  25. Ir para cima ↑ «Confira nossa conversa com o produtor musical Rogério Vieira». Super Gospel. 18 de abril de 2016. Consultado em 1 de maio de 2016 
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