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segunda-feira, 5 de junho de 2023

14 mil igrejas no Brasil apoiaram o Domingo da Igreja Perseguida



São mais de um milhão de cristãos em 27 estados clamando pelos cristãos perseguidos




Pleno.News - 04/06/2023 21h35
Cristãos de 11 nações vivem perseguição extrema Foto: Reprodução Portas Abertas

Neste domingo (4), mais de 14 mil igrejas no Brasil participaram do Domingo da Igreja Perseguida (DIP), uma campanha que tem como objetivo interceder e apoiar os países mais perigosos para os cristãos.

Unidos no mesmo propósito, essas igrejas clamaram pelas 11 nações em que a perseguição religiosa é extrema, onde seguir a Jesus pode significar a morte.

A Comunidade Evangélica Transformar, em São Paulo, participou da campanha pelo 10º ano consecutivo. Além de uma decoração especial, os cristãos locais assistiram uma peça de teatro que contava o testemunho de irmãos na Nigéria como Ayuba e Rebecca Sharibu, que espera por anos uma notícia da filha sequestrada por extremistas islâmicos.

O líder da Comunidade, pastor Valmir Santos, também foi tocado por diversos testemunhos de cristãos perseguidos retratados em livros como a Fuga da Coreia do Norte e reconhece que o benefício para a igreja é grande.

– O DIP trouxe a visibilidade da Igreja Perseguida, aumenta o sentimento de compaixão e gerou uma maturidade na igreja. À medida que começamos a orar pelos cristãos em países onde há perseguição, começamos um movimento de intercessão dentro da própria igreja – disse o pastor.

Outra denominação que apoiou a campanha foi a Igreja do Nazareno em Cuiabá (MT) que reservou um espaço no culto para o DIP. Os membros assistiram a vídeos de testemunhos e durante a ceia foram lembrados que muitos cristãos perseguidos não têm o privilégio de participar da comunhão em memória de Jesus.

É a terceira vez que Luiz Gustavo de Castro organiza o DIP, mas é a primeira nessa comunidade de fé.

– O DIP é uma excelente ferramenta para levar a igreja a conhecer os cristãos perseguidos. É maravilhoso perceber o nosso crescimento a partir de seus testemunhos – comentou o líder religioso.

Algumas igrejas incentivaram as crianças a orarem pela Igreja Perseguida, com atividades próprias para as idades. O objetivo é despertar a nova geração a respeito dos mais de 360 milhões de cristãos perseguidos ao redor do mundo.

Além de orar, o DIP 2023 também fala sobre apoiar financeiramente os trabalhos da Portas Abertas, uma entidade que destina valores para suprir as necessidades físicas, emocionais e espirituais dos cristãos perseguidos.

quarta-feira, 8 de março de 2023

Resultado de eleições preocupa cristãos da Nigéria



Muçulmanos ocupam os cargos de presidente e vice e contrariam a tradição

Natalia Lopes - 02/03/2023 15h24 | atualizado em 02/03/2023 16h11
Líderes cristãos apoiavam chapa composta por um cristão do sul e um muçulmano do norte da Nigéria (Imagem ilustrativa) Foto: Portas Abertas

A Comissão Eleitoral da Nigéria anunciou a vitória de Bola Tinubu nas eleições presidenciais. O resultado das urnas prolonga a liderança do partido Congresso de Todos os Progressistas (APC) no país, o mesmo do chefe do Executivo anterior, Muhammadu Buhari.

Ao contrário da tradição, que previa que um cristão do sul e um muçulmano do norte deveriam se intercalar nos cargos de presidência e vice, a chapa eleita é exclusiva de muçulmanos. Tinubu recebeu 40% dos votos válidos, o equivalente a 8,79 milhões de votos.

Antes das eleições, a Associação Cristã da Nigéria (CAN, da sigla em inglês) manifestou a preocupação com a escolha de dois candidatos muçulmanos. O secretário nacional da associação deixou claro que não apoiava uma chapa exclusivamente cristã ou muçulmana, mas que gostaria que a tradição fosse mantida.

Após alguns problemas no novo sistema de votação, a oposição do governo exigiu a anulação da disputa eleitoral. No entanto, o órgão eleitoral nacional (Inec) lembrou que os candidatos e partidos prejudicados deveriam seguir os procedimentos legais para questionar o pleito.

Perseguição a cristãos na Nigéria
Os cristãos na Nigéria enfrentam perseguição de uma agenda organizada de islamização forçada, que é mais predominante no norte do país e tem gradualmente se espalhado para o sul.

Desde que os estados do norte declararam lealdade à sharia (conjunto de leis islâmicas) em 1999, essa islamização forçada ganhou força, por meios violentos e não violentos. Ataques de grupos militantes islâmicos têm aumentado consistentemente desde 2015. O governo falhou em impedir o aumento da violência, que afeta a todos os nigerianos, mas principalmente aos cristãos.

A violência é mais abrangente no norte, onde grupos militantes, como o Boko Haram, Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP, da sigla em inglês) e os militantes fulanis, provocam mortes, danos físicos, sequestros e violência sexual em suas vítimas.

Como resultado, os cristãos perdem suas terras e suas formas de sobrevivência. Muitos vivem como deslocados internos ou refugiados.

Nos estados onde vigora a sharia, no norte da Nigéria, os cristãos enfrentam discriminação e exclusão como cidadãos de segunda classe. Já os cristãos de origem muçulmana também enfrentam rejeição dos próprios familiares, pressão para desistir do cristianismo e, muitas vezes, violência física.

A Nigéria ocupa a sexta posição na Lista Mundial da Perseguição 2023, documento editado anualmente pela Portas Abertas e que classifica os 50 países em que os cristãos são mais perseguidos.

O que a Portas Abertas faz para ajudar os cristãos na Nigéria?
A Portas Abertas trabalha por meio de igrejas parceiras locais para fortalecer cristãos na Nigéria com treinamento de preparação para a perseguição e discipulado, cuidados pós-trauma, ajuda emergencial e projetos de desenvolvimento econômico.

*As informações são da Portas Abertas

Pastor é libertado da prisão, mas passará por 30 chibatadas



Yousef Nadarkhani foi libertado da prisão de Evin, uma das mais rigorosas e violentas prisões do Irã




Natalia Lopes - 03/03/2023 11h24 | atualizado em 03/03/2023 11h59
Yousef Nadarkhani Foto: Portas Abertas

O pastor Yousef Nadarkhani foi libertado da prisão de Evin, uma das mais rigorosas e violentas prisões do Irã, no último domingo (26). Ao ser informado de sua libertação, o líder teve de ouvir outras sentenças das quais não foi perdoado: terá de se submeter a uma sentença de 30 chibatadas e cumprir dois anos vivendo no exílio, do outro lado do país.

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– Sou muito grato por todos aqueles que oraram por mim e se lembraram de mim enquanto eu estava na prisão. Tudo o que eu suportei foi pouco em comparação com o que Cristo fez por nós – disse Nadarkhani, que ficou quase cinco anos na prisão.

Liberação de convertidos
Nadarkhani foi o último a ser libertado de um grupo de quatro convertidos que foram condenados a dez anos de prisão por atividades de igrejas domésticas em 2017.

Vivendo sob um regime islâmico extremista, o pastor Yousef Nadarkhani foi assediado, preso e encarcerado repetidamente por suas atividades cristãs desde 2006. Em 2010, um tribunal o condenou à morte por apostasia, mas essa sentença foi anulada em 2011.

Em fevereiro de 2021, um relatório da ONU disse que Nadarkhani havia sido vítima de “perseguição por motivos religiosos” e que sua detenção era ilegal.

A perseguição a cristãos no Irã
O país ocupa a oitava posição na Lista Mundial da Perseguição 2023, documento editado anualmente pela Portas Abertas e que classifica os 50 países em que os cristãos são mais perseguidos.

O Irã é governado por um regime islâmico cada vez mais rígido, que vê a existência de igrejas domésticas no país como uma tentativa dos países ocidentais de minar o islamismo e sua autoridade.

Quando pessoas de origem muçulmana se tornam cristãs, elas só podem se reunir em igrejas domésticas secretas. Elas correm grande risco de serem monitoradas, assediadas, presas e condenadas por “crimes contra a segurança nacional”.

Cristãos iranianos podem ser banidos da educação, perder seus empregos e ter dificuldade para voltar ao trabalho. Parceiros da Portas Abertas apoiam a Igreja no Irã com presença ministerial online, iniciativas cristãs multimídias e apoio jurídico.

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Alvo de Oraçao - América Central!


 

Entenda a verdadeira situação vivida pela Igreja na Nicarágua



Igreja tem sofrido perseguição pelo governo do país


Pleno.News - 24/08/2022 12h43 | atualizado em 24/08/2022 13h07
Pastores recebendo educação teológica e no fortalecimento do discipulado para as igrejas da Nicarágua Foto: Portas Abertas

Por intermédio do partido político FSLN, os governantes têm permanecido no poder na Nicarágua por meios ilegítimos. As autoridades controlam todos os sistemas produtivos da sociedade, a mídia e a Justiça, e não permitem as manifestações da Igreja contra a violência do governo. Em 2018, a população marchou contra os atos violentos da gestão Ortega, pedindo novas eleições. As manifestações foram duramente reprimidas pelos militares e todos que mostraram insatisfação com o governo vivem sob intensa perseguição.

A Igreja cristã foi uma das instituições classificadas como “inimigas do Estado” e tem sido atacada pelo governo desde então. Houve 239 incidentes na Nicarágua entre 2019 e 2022 afetando cristãos. No dia 4 de maio deste ano, a Assembleia Nacional, controlada pelo presidente Daniel Ortega, ameaçou processar líderes cristãos e confiscar as propriedades deles, porque ajudaram os manifestantes nos protestos de 2018. Desde então, abusos das forças de segurança contra as igrejas intensificaram-se, atingindo não apenas os líderes, mas toda a comunidade cristã.


Os cultos e pregações são constantemente monitorados e o acesso à saúde pública foi tirado dos cristãos. Na escola, o currículo educacional público oferece conteúdo político alinhado com o regime que nega ou deprecia outras ideologias, como a cristã. Templos foram destruídos e líderes cristãos relatam danos psicológicos devido às contínuas ameaças.

O PAPEL DA IGREJA
O governo alega que os protestos de 2018 foram uma tentativa de golpe de Estado e que considera a Igreja como cúmplice das manifestações por acolher e ajudar os feridos nas passeatas. Segundo o advogado do Coletivo de Defesa dos Direitos Humanos, Carlos Guadamuz, “a Igreja tem o suporte da população. Em nível nacional, a Igreja foi a última instituição sólida que restou. Não há outros grupos civis que tenham escapado da perseguição”.

O conflito entre o governo e a Igreja nicaraguense existe há décadas e perdura sob a administração de Ortega. Patrícia Montenegro, membro do Observatório Pró-transparência e anticorrupção, afirma: “As igrejas têm sido fundamentais na crise de direitos humanos na Nicarágua e, por isso, tornou-se alvo da perseguição indiscriminada de Ortega e seus aliados”.

SETE RÁDIOS CRISTÃS FORAM FECHADAS
Outro incidente demonstra a tensão no país. No dia 1º de agosto a polícia invadiu a Igreja Divina Misericordia, localizada em Sébaco, e exigiu que as estações de rádio e os canais de televisão da igreja fossem fechados. Os policiais também confiscaram os equipamentos de transmissão. Alguns cristãos tentaram intervir, mas a polícia atirou para o alto a fim de dispersá-los.

Essa medida foi coordenada pela Telecor, órgão regulador das comunicações da Nicarágua, que fechou outras emissoras também. Eles alegaram “irregularidades” na licença das rádios, apesar da garantia e dos esforços dos diretores em manter os documentos atualizados.

CENSURAS
Esse cenário levou igrejas e cristãos a pedirem às autoridades que respeitem a liberdade de expressão e de religião. Organizações internacionais apoiam o mesmo. “A União Europeia condena a interdição arbitrária das sete estações de rádio cristãs e de outras mídias cristãs pelas autoridades na Nicarágua no dia 1º de agosto”, foi a declaração da organização ao portal de notícias BBC.

No dia 4 de agosto, a polícia tentou proibir o líder cristão Rolando Álvares de realizar o culto agendado para essa data, dizendo que Rolando “incita a violência das multidões e apoia movimentos para desestabilizar a nação”. Sob a mesma alegação, muitos líderes foram presos enquanto estavam realizando cultos.

Organizações cristãs também foram proibidas de se reunir em julho e, recentemente, foram obrigadas a sair do país por causa da perseguição. Em junho, um abrigo para garotas vulneráveis, abusadas ou abandonadas, foi fechado sob acusação de falta de detalhes na declaração das doações. O lugar também abrigava idosos e está fechado até agora.

SOCORRO PARA CRISTÃOS LATINO-AMERICANOS
Um dos vizinhos latino-americanos que sofre intensa perseguição é a Colômbia. Assim como na Nicarágua, o governo e movimentos políticos não enxergam com bons olhos a presença dos cristãos. Os indígenas que decidem seguir Jesus são os mais pressionados no país. Por meio de uma campanha lançada pela Portas Abertas, os cristãos podem receber apoio e socorro que precisam. Acesse o link e saiba mais sobre a perseguição na América Latina. Com sua ajuda, esses irmãos na fé receberão o apoio e socorro de que precisam.

*Portas Abertas


domingo, 11 de julho de 2021

Igreja Ortodoxa Copta



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Esta página cita fontes, mas estas não cobrem todo o conteúdo. Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico) (Julho de 2019)

Igreja Copta Ortodoxa de Alexandria

Altar copta
Fundador Marcos, o Evangelista
Independência Períódo Apostólico
Reconhecimento Ortodoxia Oriental. 451 d.C., como Igreja distinta da Igreja Ortodoxa Grega de Alexandria
Primaz Papa Teodoro II de Alexandria
Sede Primaz Alexandria, Egito
Território África
Posses Américas, Oceania, Europa Ocidental, Oriente Médio, Sudeste Asiático
Língua Copta (língua litúrgica tradicional), línguas locais
Adeptos 20-25 milhões estimados no total (cerca de 18 milhões no Egito)
Site Site oficial do Papa Teodoro II


A Igreja Copta Ortodoxa de Alexandria (em árabe: الكنيسة القبطية الأرثوذكسية, transl Al-Kanīsah al-Qibṭiyyah al-ʾUrṯūḏuksiyyah; em copta: Ϯⲉⲕ̀ⲕⲗⲏⲥⲓⲁ ̀ⲛⲣⲉⲙ̀ⲛⲭⲏⲙⲓ ̀ⲛⲟⲣⲑⲟⲇⲟⲝⲟⲥ, transl Tiekklesia Nremnkhemi Northodoksos, lit. 'A Igreja Ortodoxa Egípcia') é uma igreja cristã oriental ortodoxa baseada no Egito, África e Oriente Médio. O chefe da Igreja e da Sé de Alexandria é o Patriarca de Alexandria sobre a Sé de São Marcos, que também leva o título de papa copta. A Sé de Alexandria é titular, e hoje o papa copta preside a Catedral Copta Ortodoxa de São Marcos, no distrito de Abbasia, no Cairo. A igreja segue o Rito Alexandrino por sua liturgia, oração e patrimônio devocional, assim como as co-irmãs Igreja Ortodoxa Etíope, Igreja Ortodoxa Eritreia, Igreja Católica Eritreia, Igreja Católica Etíope e Igreja Católica Copta. Com 18 a 22 milhões de membros em todo o mundo, dos quais cerca de 15 a 18 milhões estão no Egito, é a igreja cristã nacional do Egito (copta significa egípcio) e uma das igrejas da Ortodoxia Oriental mais antigas do mundo. A maior igreja cristã do Norte da África, é governada pelo seu primaz, o Papa Teodoro II de Alexandria, juntamente com o seu Sínodo.

Segundo sua tradição, a Igreja copta foi estabelecida por São Marcos, o apóstolo e evangelista, em meados do século I (c. 42).[1][2] Devido a disputas a respeito da natureza de Cristo, ela se separou do resto da cristandade após o Concílio de Calcedônia, em 451, resultando em uma rivalidade com a Igreja Ortodoxa Bizantina. Nos séculos IV e VII, a Igreja copta gradualmente se expandiu devido à cristianização do Império de Axum e de dois dos três reinos núbios, Nobácia e Alódia, enquanto o terceiro reino núbio, Macúria, reconheceu o patriarca copta depois, num primeiro momento, estar alinhado com a Igreja Ortodoxa Bizantina.

Depois de 639, o Egito era governado por seus conquistadores islâmicos da Arábia, e o tratamento dos cristãos coptas variava da tolerância à perseguição aberta. No século XII, a igreja mudou sua sede de Alexandria para o Cairo. O mesmo século viu também os coptas se tornarem uma minoria religiosa. Durante os séculos XIV e XV, o cristianismo núbio foi suplantado pelo islamismo.

Em 1959, a Igreja ortodoxa da Etiópia recebeu autocefalia ou independência. Isso foi estendido à Igreja Ortodoxa Eritreia em 1998, após a bem-sucedida Guerra de Independência da Etiópia.

Desde a Primavera Árabe, em 2011, os coptas vêm sofrendo cada vez mais discriminação religiosa e violência.


Índice
1História
2Distribuição
3Coptas no Brasil
4Ver também
5Referências
História

Igreja copta em Amã, Jordânia

Bíblia escrita na língua copta

Os primeiros cristãos no Egito eram principalmente judeus de Alexandria, tais como Teófilo, a quem Lucas dirige o capítulo introdutório do seu evangelho. Quando a Igreja foi fundada, durante a época do imperador romano Cláudio, um grande número de egípcios, contrariamente a gregos e judeus, abraçou a fé cristã. Esta espalhou-se pelo Egito em poucas décadas, tal como se pode verificar nos escritos do Novo Testamento encontrados em Bahnasa, no Egito Médio, e que datam de cerca do ano 200, e de um fragmento do Evangelho segundo São João, escrito em língua copta, encontrado no Egito Superior e datado da primeira metade do século II.

No século IV um presbítero vindo do que é hoje a Líbia, Ário, iniciou uma discussão teológica sobre a natureza de Jesus Cristo que se espalhou por toda a Cristandade. O Concílio de Niceia (325), convocado pelo imperador Constantino para resolver a questão levou à formulação do Credo de Niceia, ainda hoje recitado por todos os cristãos, e cujo autor é Santo Atanásio.

Um ponto definitivo da Igreja Copta se deu no Concílio de Calcedônia, no ano de 451. O Papa Dióscoro de Alexandria, protestando contra o que percebia como uma influência nestoriana na fórmula calcedoniana e contra a influência do Imperador Marciano, glorificado como santo pelos calcedonianos, convocou o Segundo Concílio de Éfeso, protegendo Eutiques como ortodoxo e separando-se do resto da Igreja. Como resultado, a maior parte da Igreja de Alexandria separou-se das restantes igrejas cristãs por causa das suas características miafisistas, com o remanescente diofisista subsistindo hoje na Igreja Ortodoxa Grega de Alexandria. Este cisma, subsistindo na chamada Ortodoxia Oriental, perdura até hoje.[3]

A Igreja Copta Ortodoxa de Alexandria teve hegemonia regional por algum tempo, hegemonia esta que foi mantida mesmo algum tempo após a conquista muçulmana do Egito no ano de 639. Gradualmente, no entanto, as conversões ao Islã, largamente influenciadas pelos abusos contra cristãos e pela jizia, transformaram o Egito em um país majoritariamente muçulmano ainda por volta do século XII.[4]

Em 1741, o bispo copta Atanásio de Jerusalém converteu-se ao catolicismo romano, sendo subsequentemente apontado pelo Papa Bento XIV como vigário apostólico de menos de dois mil coptas.[5] Este bispo acabaria retornando para a Igreja Ortodoxa, mas em 1824 foi estabelecido um Patriarca de Alexandria em união com Roma, que progressivamente construiria igrejas praticando o rito alexandrino até que o Papa Leão XIII fatalmente restabeleceu a Igreja Católica Copta em 1895, hoje com sede em Cairo.

No caso da Etiópia, desde o século IV até 1959, o Papa de Alexandria, como Patriarca de Toda a África, sempre indicou um egípcio para ser abuna, ou Arcebispo da igreja local. Porém, em 1959, a Igreja Ortodoxa Etíope obteve finalmente o direito de ter o seu próprio Patriarca nativo, tornando-se assim autocéfala e independente da Igreja Ortodoxa Copta. Subsequentemente, em 1998 foi consagrado um patriarca para a Eritreia, devido à tensão da Guerra Eritreia-Etiópia, estabelecendo assim a Igreja Ortodoxa Eritreia.

Embora as igrejas copta, etíope e eritreia sejam independentes umas das outras, elas se mantêm em plena comunhão umas com as outras. No entanto, as igrejas Etíope e Eritreia ainda reconhecem a supremacia honorária do Papa de Alexandria, e, consequentemente, ainda têm seus respectivos Patriarcas, antes de sua entronização, necessariamente aprovados pelo sínodo da Igreja Copta, que é a Igreja-Mãe das igrejas etíope e eritreia.
Distribuição

Distribuição mundial dos ortodoxos coptas

O número de cristãos fiéis à Igreja Copta é de cerca de 16 milhões, estando distribuídos principalmente pelo Egito. A Igreja Copta, apesar dos conflitos atuais no país, tem crescido. Segundo representante da E3 Partners muitos muçulmanos têm se convertido em segredo.[6]

Os coptas celebram o Natal em 7 de Janeiro, conforme o calendário juliano. Um costume curioso da Igreja Copta é que, em liturgias ordinárias, ainda se usa a copta, um descendente da língua egípcia, original do Antigo Egito. A Igreja funciona como uma das últimas comunidades preservando esta língua, sendo que, com os vários atentados contra a Biblioteca de Alexandria e a influência de outras línguas (principalmente a árabe) na antiguidade, a língua foi sendo esquecida aos poucos e, logo, tornou-se incompreensível, estando definitivamente extinta no máximo pelo século XVII. Porém, a Igreja Copta mantém viva a língua copta graças a seus ritos litúrgicos.[7]
Coptas no Brasil

Desde 1993 está presente no Brasil, em missão, o Aboune Aghason Anba Paul. Ele atua como líder da Diocese Copta de São Marcos no Brasil, com sede na Catedral de São Marcos, na Rua São Borja, 201, no Jabaquara, São Paulo, SP.[8] A presença eclesiástica no Brasil se deve, necessariamente, aos imigrantes coptas que se refugiaram no país. Há também um pequeno número de convertidos brasileiros que frequentam regularmente as liturgias que acontecem aos domingos pela manhã - rezada em três línguas: Copta, português e árabe.

Aboune Aghason Anba Paul foi ordenado Bispo pelo Patriarca da Igreja Copta, o Papa Shenouda III de Alexandria, no dia 11 de junho de 2006 na Catedral de São Marcos, no Cairo.[9]
Ver também
Coptas
Arte copta
Língua copta
Igreja Ortodoxa Etíope
Igreja Católica Copta
Papa da Igreja Ortodoxa Copta de Alexandria
Patriarca de Alexandria
Referências

↑ Meinardus, Otto Friedrich August Meinardus (2002). Two Thousand Years of Coptic Christianity. Cairo: American University in Cairo Press. pp. p. 28. ISBN 978-977-424-757-6. Consultado em 13 de janeiro de 2019
↑ Eusébio de Cesareia, em sua História Eclesiástica, disse que São Marcos chegou ao Egito no primeiro ou terceiro ano de Cláudio.
↑ «Egypt». Berkley Center for Religion, Peace, and World Affairs. Consultado em 14 de dezembro de 2011. Arquivado do original em 20 de dezembro de 2011
↑ Kamil, Jill (1997). Coptic Egypt: History and Guide. Cairo: American University in Cairo.
↑ Enciclopédia Católica: Eastern Churches
↑ "Eles [islâmicos] procuram os cristãos em segredo, aprendem mais sobre Jesus, começam a ler a Bíblia e se convertem. Hoje, isso é algo comum". [1]
↑ Wolfgang Kosack, Novum Testamentum Coptice. Neues Testament, Bohairisch, ediert von Wolfgang Kosack. Novum Testamentum, Bohairice, curavit Wolfgang Kosack. / Wolfgang Kosack. neue Ausgabe, Christoph Brunner, Basel 2014. ISBN 978-3-906206-04-2.
↑ «Diocese Copta Ortodoxa do Brasil». www.facebook.com. Consultado em 18 de abril de 2018
↑ «Agência de Notícias Brasil-Árabe». web.archive.org. 20 de setembro de 2016. Consultado em 17 de agosto de 2020

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AAT: 300022022
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A incrível Igreja da Caverna dos Zabbaleens no Cairo (15 fotos)

Por Redação em Fotografias. Visualizado 77135 vezes desde 12 de setembro de 2013 às 12:58:06



O Mosteiro de São Simão, também conhecido como a Igreja da Caverna, está localizada na montanha Mokattam no sudeste do Cairo, Egito, em uma área que é conhecida como "cidade do lixo" por causa da grande população de coletores de lixo Zabbaleens que vivem por lá. A história do templo se confunde com a história deste povo que viveu um bom tempo como nômade sendo expulso de um lugar para o outro.


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Os Zabbaleens são descendentes de agricultores que começaram a migrar do Alto Egito para o Cairo na década de 1940 por causa de períodos prolongados de más colheitas e da pobreza extrema. Decidiram ir para a cidade em busca de trabalho e terminaram em assentamentos improvisados ao redor da cidade. Inicialmente, mantinham-se presos a tradição de criar porcos, cabras, galinhas e outros animais, mas finalmente descobriram que a coleta e triagem de lixo produzidos pelos moradores da cidade eram mais rentáveis.

Os Zabbaleens classificam o lixo doméstico, recuperando e vendendo coisas de valor, enquanto o lixo orgânico proporciona uma excelente fonte de alimento para seus animais. Na verdade, esse arranjo funcionou tão bem, que as sucessivas ondas de migrantes vieram do Alto Egito para viver e trabalhar nas aldeias de lixo recém-fundadas no Cairo.

Durante anos, os assentamentos precários dos Zabbaleens foram movidos de um lado ao outro dos arredores da cidade tentando evitar as autoridades municipais. Finalmente, um grande grupo resolveu se estabelecer próximo as falésias das pedreiras Mokattam na borda oriental da cidade, que agora é a maior comunidade de coletores de lixo do Cairo, com aproximadamente 30.000 habitantes .

O Egito é um país de maioria muçulmana, mas pelo menos 90% dos Zabbaleens são cristãos coptas. Comunidades cristãs são raras de encontrar no Egito, de modo que eles preferem ficar em Mokattam dentro de sua própria comunidade religiosa, embora muitos deles podem pagar casas em outro lugar.

A Igreja Copta local da vila Mokattam foi criada em 1975. Após o estabelecimento da igreja, os Zabbaleens sentiram-se mais seguro em sua posição e só então começaram a usar materiais de construção mais permanentes, como pedra e tijolos, para suas casas.

Dada a sua experiência anterior de despejo de Giza em 1970, os Zabbaleens viviam em cabanas de estanho temporários. Em 1976, um grande incêndio em Manshīyat Nasir, levou ao início da construção da primeira igreja debaixo da montanha Mokattam em um local de 1.000 metros quadrados. Várias outras igrejas foram construídas em cavernas encontradas no Mokattam, um das quais é o Mosteiro de São Simão, com uma capacidade de 20.000 pessoas. Na verdade, a Igreja da Caverna de Mokattam é a maior igreja do Oriente Médio.
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A cidade do lixo.


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Fonte: Amusing Planet.