O túmulo está vazio, pois o Redentor vivo para sempre está!!!!!!!!

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Introdução à história do Movimento de Restauração de Stone e Campbell




Mais de 200 anos de história, testemunho e serviço!



O INÍCIO NO SÉCULO XIX


A origem do nosso Movimento, que ficou conhecido desde o princípio como "A Reforma Presente" e só mais recentemente como "Movimento de Restauração" ou "Movimento Stone-Campbell", aponta para o ano de 1801 quando milhares de pessoas estiveram reunidas entre os dias 06 e 12 de agosto no Acampamento de Reavivamento em Cane Ridge, liderado pelo avivalista Barton W. Stone (1772-1844) e outros pastores presbiterianos. Aproximadamente 30 mil pessoas estiveram acampadas naquela ocasião e elas responderam às pregações com confissões, orações fervorosas, ações de graça, louvor a Deus, libertação, testemunhos, exortações ao arrependimento dos pecados e fé em Jesus como Senhor e Salvador. A Igreja Presbiteriana reagiu com muita firmeza, forçando Barton Stone e outros pastores a deixarem a igreja. Eles formaram o Presbitério Independente de Springfield e no dia 28 de junho de 1804 ele foi dissolvido para dar início a um movimento que tinha "o propósito unir todos os crentes em uma só igreja". Esse avivamento deu origem à Igreja Cristã / Igreja de Cristo e seus membros gostavam de ser chamados unicamente de "cristãos".



Também se volta para 1809, ano que o pastor Thomas Campbell (1763-1854) e outros presbiterianos criaram a Associação Cristã de Washington no dia 17 de agosto, publicaram a "Declaração e Discurso" e deram início a um movimento que buscava a unidade da igreja e a restauração do cristianismo primitivo. Logo depois de desembarcar nos EUA, Alexander Campbell (1788-1866) aderiu a eles e posteriormente assumiu a liderança do movimento. Um outro pioneiro foi Walter Scott (1796-1861), que com seu "exercício dos cinco dedos" (fé, arrependimento, batismo, remissão dos pecados e o dom do Espírito Santo) forneceu uma ordem em que as pessoas poderiam vir a Cristo e se associar à igreja. Eles ficaram conhecidos como "Discípulos de Cristo".



UNIDADE E DIVERSIDADE



Os movimentos de Stone e Campbell se unificaram no fim-de-semana do ano novo de 1832. Eles tinham objetivos comuns mas não eram iguais e a uniformidade nunca foi alcançada. Este fato levou Alexander Campbell, o nosso principal teólogo e organizador no século XIX, a fazer a seguinte declaração: "Nós temos entre nós toda a sorte de doutrinas pregadas por toda a sorte de homens". Toda "essa diversidade tem nos enriquecido, mas ela também permite a possibilidade de intolerância e a divisão que infelizmente fizeram parte da nossa experiência".



Um grande lutador contra o sectarismo em nosso meio foi Isaac Errett (1820-1888), autor do clássico "Nossa Posição - Uma Sinopse da Fé e da Prática da Igreja de Cristo". A ele é atribuído o fato de ter impedido que o nosso movimento tivesse se transformado em uma seita que se reproduz por divisão de legalistas discordantes. É dele a seguinte declaração: "Que o laço de união entre os batizados seja o caráter cristão em vez da ortodoxia; o correto fazer em vez do correto pensar; e, ao tomar em conta os secos preceitos, que se reconheça a liberdade de cada um sem buscar impor limitações aos irmãos fora da imposição da lei do amor". Como Errett rejeitamos o sectarismo, valorizamos a tolerância e buscamos a unidade cristã. Um dos nossos lemas, desde o início no século XIX, define o nosso posicionamento quanto a esse assunto: "No essencial, unidade; Nas opiniões, liberdade; Em todas as coisas, o amor". E os mais antigos em nosso movimento quando eram perguntados se eram os únicos cristãos respondiam dizendo: "Não somos os únicos cristãos, mas somos unicamente cristãos".



CRESCIMENTO E ORGANIZAÇÃO



No início do século XX ultrapassamos o número de um milhão duzentos e cinqüenta mil membros. Com o crescimento vertiginoso veio a necessidade de organização. Alexander Campbell foi favorável à cooperação entre igrejas para levar adiante algumas atividades mais complexas. Então, David S. Burnet organizou a Sociedade Bíblica e a Sociedade da Escola Dominical e Tratados em 1845. A Primeira Convenção Nacional em 1849 determinou a formação da Sociedade Missionária Cristã Americana. E Isaac Errett e W. T. Moore, em 1875, lideraram a organização da Sociedade Cristã de Missões Forâneas.



PRESENÇA INTERNACIONAL



Logo havia missões na Dinamarca, França, Índia, Inglaterra, Japão, Panamá e Turquia. Entre a segunda metade do século XIX e o início do século XX as nossas Sociedades Missionárias estabeleceram Igrejas na Austrália, Canadá, Nova Zelândia, Índia, África do Sul, Malawi, Tailândia, Zimbabwe, Vanuatu, Argentina, China, Congo, Cuba, Jamaica, México, Filipinas, Porto Rico e Tibet. Hoje há igrejas da nossa família da fé em 180 países e somos vários milhões de irmãos.



UMA NASCENTE E TRÊS RIOS



Todavia, por serem esforços humanos, os movimentos de "restauração" ou "reforma" da igreja não são perfeitos e o nosso não fugiu à regra. Alexander Campbell, por volta de 1840, percebeu que algumas das suas posições eram insustentáveis. Mais experiente e conciliador passou "a aceitar a unidade na diversidade pluralista e minimizar a necessidade de uma postura rígida pelo ideal restauracionista". Essa mudança na teologia e na prática dos "Discípulos" apressou a sua divisão.



Em 1906 as Igrejas de Cristo (Anti-Instrumental, Anti-Cooperativa e Anti-participação da mulher), o ramo sectário do nosso Movimento, constituíram um corpo separado e estão continuamente se dividindo desde então. Entre a década de 1920 e 1968 uma outra divisão ocorreu quando o grupo mais liberal e ecumênico se reestruturou como a Igreja Cristã (Discípulos de Cristo). Os "Discípulos" que não desejaram ser parte dessa nova denominação formaram a comunhão conhecida como Igreja Cristã / Igreja de Cristo ou Discípulos (Independentes). Este último se tornou o segundo grupo religioso que mais cresceu nos EUA no fim do século XX, atrás apenas dos Mórmons. Entre as igrejas evangélicas a Igreja Cristã / Igreja de Cristo obteve a maior taxa de crescimento anual (16% entre 1990 e 2000). Tudo isso é o resultado de uma forte ênfase no evangelismo e no treinamento dos ministros.



Baseado nas informações fornecidas pelo "Stone-Campbell Dialogue" no ano 2000, há nos EUA e Canadá mais de 3.242.000 irmãos, 22.376 igrejas locais, 28.349 ministros (inclusive capelães militares da ativa e reserva), 1.785 missionários, 109 Universidades, Faculdades, Seminários e Escolas de Treinamento de Pregadores (Ministros), 295 Campus Ministries, 282 instituições de benevolência e/ou assistência às crianças, famílias e idosos e 95 igrejas com membresia superior a 1.000.



CARACTERÍSTICAS DAS IGREJAS DO NOSSO MOVIMENTO



Em meio a grande diversidade de igrejas em nossos dias, o que distingue as nossas igrejas? Quais são as suas marcas distintivas? "Não nos orgulhamos de ser distintos de outras igrejas bíblicas. Pelo contrário, no espírito da oração de Jesus (Jo 17:21) desejamos estar unidos com todos os demais em Cristo. A unidade é a nossa meta e não a divisão". Mas, ainda assim, é possível identificar dez características principais:



1. Um grande interesse pela unidade cristã. Nosso movimento surgiu em uma época que as igrejas tendiam para o legalismo, o autoritarismo e o exclusivismo e desde o início é apaixonado pela unidade cristã;



2. Compromisso com o evangelismo e as missões. Isso é comprovado através da história do nosso movimento, seu rápido crescimento e o avanço missionário, que fez da nossa família na fé uma comunhão com presença internacional;



3. Ênfase na centralidade do Novo Testamento. A Bíblia Sagrada é a nossa máxima autoridade em matéria de fé, sendo que o Novo Testamento forma a base do nosso pensamento e ação cristã;



4. Confissão de fé simples. A confissão de fé afirmando o senhorio de Jesus Cristo é essencial e não se deve exigir nada mais para aceitar alguém na comunhão, pois a irmandade não pode ser condicionada a credos humanos;



5. Batismo dos crentes. Somente aqueles que chegam à idade de responsabilidade moral e que podem fazer sua confissão de fé devem ser batizados por imersão nas águas, segundo o ensino e a prática dos Apóstolos;



6. Comunhão semanal. Tradicionalmente celebramos a Ceia do Senhor semanalmente comemorando o ato redentor de Deus na pessoa de Cristo, mediante sua cruz e a ressurreição, afirmando a nossa unidade em Cristo e o nosso compromisso de levar o Evangelho a toda criatura;



7. Nome bíblico. Desde o início do nosso Movimento queremos ser conhecidos apenas como “Cristãos” ou "Discípulos", “Igreja (ou as Igrejas) de Cristo ou Cristã (s)”;



8. Autonomia congregacional. Cada igreja local governa a si mesma e elege seus pastores e diáconos. Nossos Concílios e Convenções têm um caráter extremamente de comunhão e não têm nenhum poder deliberativo sobre as igrejas;



9. Liderança leiga. O sacerdócio universal de todos os crentes é outra marca que nos distingue. A participação leiga em todos os aspectos da vida da igreja é uma característica notável;



10. Diversidade e liberdade. Esta é a mais distintiva das nossas características: a unidade na diversidade! Reconhecemos a liberdade de pensamento de cada pessoa e congregação.



O MOVIMENTO NO BRASIL



No fim da década de 1920 houve uma primeira tentativa de estabelecer igrejas da nossa família na fé no Brasil. Três missionários foram enviados pelas igrejas "a capella": Orlando Boyer, Virgil Smith e Bernard Johnson. Sem apoio, eles passaram por muitas privações e, logo após serem cheios com o Espírito Santo, se uniram às Assembléias de Deus. Virgil Smith, porém, depois de uma vida dedicada a esta igreja, terminou seus dias como membro da Igreja de Cristo em Brasília e professor de evangelismo na Faculdade Teológica Cristã do Brasil. Todavia, o Movimento de Restauração teve o seu primeiro esforço missionário bem-sucedido em nosso país a partir do dia 25 de março de 1948 com a chegada do Pr. David Sanders, o pioneiro do Movimento de Restauração em terras brasileiras, e sua esposa D. Ruth enviados pela Igreja Cristã / Igreja de Cristo ou Discípulos (Independentes).



A história da Igreja de Cristo no Brasil se confunde com a do Pr. David Sanders. A primeira Igreja de Cristo em nosso país começou a ser implantada por ele ainda em 1948 no bairro de Vila Nova, em Goiânia - GO. Logo nos primeiros anos J. Richard e Carolee Ewing, Ruth Spurgean e Ellen Case se juntaram aos Sanders. "Em dezembro de 1953 Sanders se encontrou com a liderança da Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo, que já tinha 25 anos e 13 igrejas por cinco Estados. Com a conclusão de que no essencial havia unidade, enquanto nas opiniões havia diferenças, a união foi aprovada dando à reunião o seu clímax. Então, Antônio dos Santos, presidente da Conferência de Ministros da Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo, deu a mão da comunhão ao missionário David Sanders unindo com o Movimento de Restauração estas igrejas".



Nas décadas de 1960 e 1970 outras famílias de missionários norte-americanos chegaram ao nosso país (Arthur Carter, Eugene Smith, Gerald Holmquist, Dale H. McAfee, Bill Loft, Bill Metz, Clint Thomas, Thomas Fife, Norman Maddux e hoje podemos citar ainda Earl Haubner, Phillip Keith McAfee, Jeff Fife entre outros). Trabalhos foram estabelecidos nos Estados do Pará, Amazonas, Amapá, Tocantins e no Distrito Federal, onde o Pr. David Sanders recebeu o lote 001 para igrejas no Plano Piloto em Brasília (EQS 305/306).



Uma liderança nacional começou a surgir no fim dos anos 1950, mas coube à terceira geração de pastores brasileiros assumir a direção da Igreja de Cristo no Brasil. Para o Pr. Ozório Gonçalves este fato é um divisor de águas na história da Igreja de Cristo em nosso país. Um outro fato que é muito marcante para o Movimento de Restauração no Brasil foi o avivamento promovido pela Renovação Carismática. Muito contribui para isso a adesão de irmãos de origem pentecostal-carismática, que aceitaram os ideais do Movimento de Restauração, deixaram as sólidas amarras denominacionais pela liberdade que há no Espírito e trouxeram com eles aquilo que consideravam parte da mensagem do Novo Testamento: o enchimento e os dons do Espírito Santo. O escritor citado acima também afirmou que esse avivamento dividiu as principais denominações brasileiras, mas a Igreja de Cristo não se dividiu. "Tradicionais" e "renovados" continuaram unidos! "No essencial, Unidade; Nas opiniões, Liberdade; Em Todas as Coisas, o Amor".



Hoje existem aproximadamente 440 igrejas (80 no Distrito Federal, 300 em Goiás e 60 outros Estados, algumas são "mega-igrejas" com mais de 1.500 membros) com uma membresia superior a 90.000 irmãos. A Igreja de Cristo no Brasil (Independentes) mantém as seguintes instituições e serviços:



a) A Missão Cristã do Brasil - MCB que tem como objetivo abrir igrejas no Brasil e exterior, realizar trabalhos de apoio e logística para missionários. Além disso, a MCB realiza trabalhos de assistência social, preparo teológico e missiológico através das instituições que apoia. Ela também promove a comunhão entre os obreiros e pastores das Igrejas de Cristo. A MCB enviou e mantém missionários brasileiros em Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Portugal, Jordânia, Inglaterra (trabalhando com a comunidade de imigrantes da Índia), Líbano, Paraguai e EUA (com a comunidade de imigrantes brasileiros em Atlanta);



b) O Centro de Treinamento Missionário Lloyd David Sanders - CTM que é uma escola de formação missionária em regime de internato localizado no Distrito Federal;



c) A Faculdade Teológica Cristã do Brasil - FTCB em Brasília - DF;



d) O Concílio Ministerial das Igrejas de Cristo no Brasil;



e) A União da Mocidade das Igrejas de Cristo - UMIC e os seus Congressos (COMIC);



f) Várias entidades de assistência social como o Projeto Integral de Vida - PRÓ-VIDA;



g) Os Encontros de Atualização Teológica (Atualização Ministerial e Eclesiástica);



h) A Convenção Nacional do Concílio Ministerial das Igrejas de Cristo no Brasil;



i) O periódico "O Mensageiro das Igrejas de Cristo";



j) O site do Movimento de Restauração no Brasil: site desativado.



k) E inúmeros outros Congressos (Homens, Mulheres), Conferências Missionárias, Acampamentos, Campanhas Evangelísticas, entidades assistenciais, Seminários (como o de Pires do Rio - GO) e Faculdades (como a FATIC em Goiânia - GO).



A sexagenária Igreja de Cristo no Brasil, ainda jovem e renovada, é fruto de uma maneira brasileira de fazer a restauração do cristianismo bíblico. Ainda que, para alguns, lembre ou não o movimento homônimo norte-americano. Em nosso país, o Movimento de Restauração continua vivo e atuante!!!



Por fim, não poderíamos deixar de registrar que o grupo "anti-instrumental" chegou em 1956 com o casal Arlie e Alma Smith, que hoje são cerca de 120 congregações, têm 7 mil membros e não se relacionam conosco (a imensa maioria) e muitos nem nos consideram irmãos. Várias das suas inúmeras subdivisões (cerca de 30 nos EUA) também já desembarcaram por aqui. Uma delas, a Igreja de Cristo Internacional, esteve envolvida em uma grande polêmica com o Instituto Cristão de Pesquisas e foi matéria de capa da sua revista "Defesa da Fé". As igrejas "a capella" e seus subgrupos são caracterizadas pelo exclusivismo e proselitismo intenso e são consideradas por alguns apologistas como um grupo controvertido ou até mesmo uma seita. A ala liberal e ecumênica não têm igrejas locais no Brasil, mas mantém dois trabalhos sociais em conjunto com presbiterianos e metodistas. Existem, ainda, igrejas iniciadas ou mantidas pela "Oak Hills Church" onde Max Lucado é pastor e outras igrejas associadas aos "independentes" dos EUA (Igreja de Cristo e Igreja Refúgio da Graça), que assim como nós também evitam os dois extremos do nosso Movimento.


fonte: http://opresbiterocristao.blogspot.com/2011/04/introducao-historia-do-movimento-de_3321.html

Origem Européia (conheçam John Glass)


domingo, 20 de setembro de 2026

Bíblias para Angola!


 

Adorando e servindo a Christus em Camaçari.









 

Domingo na Itinga - parte 2



 

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Unidade na diversidade com o Pr. Gerson Vicente da Igreja de Cristo em Taguatinga Sul


QUANDO O PÃO DO CÉU NÃO É SUFICIENTE!




(Inspirado em João 6)
Em João 6 vemos um dos momentos mais marcantes do ministério de Jesus. Depois de multiplicar pães e peixes e alimentar uma multidão, muitos passaram a segui-Lo, mas não por quem Ele era, e sim pelo que Ele podia dar. Quando Cristo declara que Ele é “o pão que desceu do céu” (João 6:41) e afirma que a verdadeira vida não está no alimento físico, mas em recebê-Lo pela fé, a multidão se escandaliza. E quando Ele aprofunda o ensino, revelando que seguir o Filho não é desfrutar de benefícios terrenos, mas comer Sua carne e beber Seu sangue, expressão espiritual de união, fé e dependência total, “muitos dos Seus discípulos voltaram atrás e não andaram mais com Ele” (João 6:66).
Eles estavam ali pelo pão, não pelo Cristo.
Pela bênção material, não pela vida eterna.
Pelo milagre, não pelo Mestre.
Este quadro é assustadoramente semelhante ao que vemos hoje em muitas, senão a maioria das igrejas, onde a centralidade não é Cristo, mas a satisfação das vontades humanas. Ali, a pregação deixa de ser expositiva e passa a ser utilitária: prosperidade, campanhas intermináveis, desafios financeiros, envelopes de oferta, votos, chaves apostólicas de conquista... Tudo é moldado para agradar ao “cliente religioso” que busca exatamente aquilo que Jesus recusou oferecer: pão sem arrependimento, milagre sem cruz, benefício sem conversão.
Cultos se transformam em ambientes de entretenimento: luzes, músicas, slogans motivacionais, pastores coaches e métodos de PNL, nos quais as pessoas são induzidas a cair no chão, algo que chamam de “cair no espírito”, ou a participar das chamadas “unções do riso” ou “unções de animais”, práticas que não encontram respaldo nas Escrituras e que podem produzir manifestações meramente emocionais. Nos cultos dessas igrejas, tudo é cuidadosamente planejado para provocar emoções e induzir decisões impulsivas, especialmente financeiras.
E, para blindar tudo isso, levantam o bordão antibíblico: “não toque no ungido”. Assim, qualquer questionamento pode ser tratado como rebeldia contra Deus, quando, na realidade, a própria Escritura ensina que toda doutrina e todo ensino devem ser examinados à luz da Palavra.
Dentro desse meio ainda vemos campanhas e doutrinas heréticas: quebra de maldições hereditárias, “cura interior” mística, “vale do sal”, “fogueira santa”, vendas de objetos “abençoados” e uma infinidade de práticas antibíblicas.
Se, por um lado, algumas igrejas trocam o evangelho pela prosperidade, por outro, há muitas igrejas onde o foco não é tanto o lucro, mas o emocionalismo desordenado. Ali, o culto, que deveria refletir ordem e decência (1 Coríntios 14:40), se torna um palco de manifestações humanas: gritos, falsas visões, revelações extrabíblicas e pessoas rodando sem controle, no chamado reteté, apelidado até de “pomba-gira gospel”. Com isso, o culto pode se transformar em um ambiente imprevisível, muitas vezes movido pelo entusiasmo humano e não pelo Espírito.
Mas, apesar das diferenças, ambas compartilham algumas práticas semelhantes: “não toque no ungido”, PNL, manipulação emocional, textos tirados fora de contexto para prometer o que Deus nunca prometeu e a busca de satisfazer desejos humanos em vez de confrontá-los com a verdade da Escritura.
E isso fisga muitos que, assim como os discípulos de João 6, não suportam a sã doutrina (2 Timóteo 4:3). Procuram lugares onde se ouve aquilo que o coração deseja, e não aquilo que Deus diz.
Mas, em contraste com tudo isso, surgem as igrejas bíblicas. Não são perfeitas, e seus erros não são poucos, pois também são constituídas por homens, e o ser humano é falho. Muitas são pequenas, mas comprometidas em caminhar o mais próximo possível das Escrituras. Nelas, a pregação expositiva prevalece, porque se crê que é Deus quem fala por meio da Sua Palavra, e não a imaginação do pregador. Não há espaço para o entretenimento nem para o emocionalismo desordenado. Ali, o culto é simples, reverente e centrado em Deus. São igrejas que buscam valorizar princípios como:
- Sola Scriptura: a Bíblia é a única regra infalível de fé e prática.
- Solus Christus: Cristo é o centro e a suficiência da salvação.
- Sola Fide: somos justificados somente pela fé.
- Sola Gratia: toda salvação é obra da graça de Deus.
- Soli Deo Gloria: toda glória pertence exclusivamente a Deus.
E assim como Pedro respondeu a Jesus quando muitos O abandonaram:
“Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna.” (João 6:68)
As igrejas bíblicas ecoam essa mesma convicção:
Não buscamos o pão terreno, mas o Pão do Céu; não buscamos experiências vazias, mas a verdade; não buscamos agradar ao homem, mas glorificar a Deus.
Porque onde Cristo é suficiente, a Palavra é central.
E onde a Palavra é central, a glória pertence somente a Deus.
Não se contente com o que é passageiro. Busque o Pão do Céu, pois somente Cristo tem as palavras de vida eterna.
PORTANTO:
Não importa o que você quer. Em uma igreja bíblica, seguimos aquilo que a Bíblia autoriza, e não os desejos das pessoas.
Sola Scriptura - Solus Christus - Soli Deo Gloria
Robson Roberto

Servindo e adorando a Christus na Itinga!










 

História da Igreja - Aula de Domingo




Começa no livro de Atos. É o documento de registro do nascimento da igreja. Atos 2.

O livro termina com Paulo preso em Roma. O que aconteceu depois? Como surgiu o catolicismo? Como a igreja se fragmentou tanto?

Para estudar esse período, dependemos de registros históricos escritos por escritores seculares, não inspirados.


 II Pedro 1:12-14

As fontes sobre as mortes dos apóstolos não são exatamente confiáveis, mas é o que temos. Após a tentativa de martírio de João, foi ele preso na ilha de Patmos, onde escreveu o Apocalipse.

Como Paulo avisa em II Timóteo começa o processo de divisão e paganização da igreja.

Muitas heresias(ensinos distorcidos) penetram no seio da igreja nesse período com a ausência dos apóstolos originais.

Mateus 24 se cumpre no ano 70 d.C. O templo é profanado e destruído e Jerusalém destruída.

Em II tessalonicenses e Apocalipse falam do homem da iniquidade, perseguidor da igreja e dos judeus. Nas 7 igrejas da Ásia, começa a perseguição de Domiciano. A igreja sobreviveu pq Elohim a preservou.

Então o imperador se declarou cristão, trouxe a paz, criou o clero, o batismo infantil, entre outras coisas. Aí nasceu o catolicismo. E começou a grande divisão dos cristãos.

 Quando começa no séc 19, o movimento de restauração, do qual somos oriundos. Não somos uma denominação, somos fruto de um movimento que caminha em direção a igreja do primeiro século.

Vários líderes denominacionais despertaram no séc 19, a começar pelos EUA e se espalhar pelo mundo. Cristãos sem nomenclatura, somente cristãos.

Católicos, ortodoxos e protestantes são Cristãos ou se tornaram outra coisa separada do cristianismo? Não podemos considerar que somos o mesmo corpo, são Cristãos com um conceito diferente do novo testamento. Devemos tratar com respeito e gentileza, mas exortar a que voltem ao novo testamento, a igreja original. Sobre a salvação, ela é da soberania de Deus, não nos compete julgar, mas é nosso dever passar a visão da restauração da igreja neo testamentária. Devemos mostrar a simplicidade da igreja e chamar ao arrependimento e a prática neo testamentária.

 Rm 10: 1- 4

 Zelo sem entendimento.

Para ser um corpo é preciso ter uma só fé. Uma só doutrina. É preciso entender a identidade da igreja. Nesse momento milhares de cristãos no mundo todo estão reunidos pela mesma fé, com as mesmas bases.


Missionário David Sanders e como a Igreja de Cristo chegou no Brasil? Com o Pr. Osório Rodrigues


sábado, 19 de setembro de 2026

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As Funções dos Líderes locais das igrejas de Cristo


#ÍNDIA: A REVOLUÇÃO SILENCIOSA – 5 MIL NOVOS CRISTÃOS POR DIA EM MEIO À PERSEGUIÇÃO



SUBTÍTULO: Congresso Nacional "Igreja em Missão" revela crescimento explosivo do cristianismo indiano, mas líderes alertam para escalada de violência anticristã no país

NAGPUR, ÍNDIA — A Igreja na Índia vive um momento paradoxal. Enquanto comunidades cristãs em todo o país registram um crescimento sem precedentes — estimado entre 3 mil e 5 mil novos seguidores de Jesus por dia —, líderes evangélicos enfrentam uma das ondas de perseguição mais severas das últimas décadas.

Os dados foram apresentados durante o Congresso Nacional "Igreja em Missão" (AICOCIM 2025), realizado em setembro na cidade de Nagpur, no estado de Maharashtra. Organizado pela Evangelical Fellowship of India (EFI), o evento reuniu cerca de 450 líderes cristãos de todos os estados indianos, superando amplamente a expectativa inicial de 300 participantes. Foi o primeiro encontro nacional da entidade em 15 anos.

CRESCIMENTO SEM PRECEDENTES

Segundo os relatos apresentados durante o congresso, a Igreja indiana está recebendo entre 3.000 e 5.000 novos seguidores de Jesus diariamente. O movimento é impulsionado por missões, discipulado e um forte serviço à comunidade, com atuação em áreas como educação, saúde e assistência social.

"Esta não é uma reunião comum, nem estamos aqui por hábito", declarou o reverendo Vijayesh Lal, secretário-geral da EFI, na sessão de abertura. "Nos reunimos porque este é um momento kairos — um tempo em que a rotina dos dias ganha urgência, e Deus convoca seu povo à atenção, ao arrependimento e à coragem".

Lal encerrou seu discurso convidando os participantes a abraçarem a entrega, a coragem e a imaginação guiada pelo Espírito. "Nossa esperança não está em tempos favoráveis nem em nossas próprias forças. Nossa esperança está em Cristo, que venceu a morte... Porque essa esperança é certa, não seremos abalados".

DESAFIOS INTERNOS E RENOVAÇÃO

O congresso não se limitou a celebrar números. Os líderes debateram abertamente desafios estruturais da Igreja indiana, incluindo a sub-representação das mulheres no ministério eclesiástico, a resistência à renovação geracional de pastores e o enfrentamento do sistema de castas, apontado como incompatível com os princípios cristãos de igualdade.

Um dos momentos mais marcantes foi o testemunho do Dr. Richard Howell, ex-secretário-geral da EFI e da Aliança Evangélica da Ásia. Ele compartilhou, emocionado, a história de um cristão dalit que admitiu ter odiado a si mesmo por anos por causa de sua casta — mesmo sendo crente — até encontrar libertação na fé.

Uma particularidade desta edição foi a ausência de palestrantes internacionais. Segundo os organizadores, a decisão permitiu um ambiente de diálogo mais contextualizado à realidade indiana, promovendo trocas genuínas entre os líderes locais.

A DECLARAÇÃO DE NAGPUR E NOVAS COMISSÕES

Como resultado concreto do encontro, a EFI apresentou o rascunho da Declaração de Nagpur, descrita como uma declaração de testemunho cristão na Índia. O documento será circulado entre os participantes para feedback e refinamento antes de ser finalizado. Os delegados foram lembrados de que a declaração não é apenas uma reflexão sobre o congresso, mas um pacto de compromisso para os anos seguintes.

O encerramento também marcou o lançamento de várias comissões sob a EFI, incluindo:

· Comissão de Discipulado
· Comissão de Justiça, Dalits e Tribais
· Comissão Digital e de IA
· Comissão de Pastoreio (para cuidado pastoral de pastores)
· Comissão de Famílias e Solteiros

"Estas comissões estão sendo lançadas hoje como parte das celebrações do 75º aniversário da EFI", destacou Lal, enfatizando que representam um compromisso de longo prazo com o fortalecimento da missão da Igreja. Além disso, forças-tarefa especializadas serão formadas para focar em evangelismo, educação teológica de base, mídia, saúde mental, pesquisa, desenvolvimento de liderança e empoderamento de mulheres e jovens.

O CENÁRIO DE PERSEGUIÇÃO

Apesar do crescimento expressivo, a comunidade cristã na Índia enfrenta um ambiente cada vez mais hostil. A Índia ocupa atualmente a 12ª posição na Lista Mundial da Perseguição de 2026, um salto significativo em relação à 31ª posição em 2013.

Segundo a Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), os ataques violentos de multidões nacionalistas hindus contra cristãos se intensificaram nos últimos meses. Em janeiro de 2026, o pastor Bipin Bihari Naik foi espancado por uma multidão em Odisha enquanto conduzia orações dominicais dentro de uma casa. A multidão o acusou de realizar conversões forçadas, arrastou-o para fora e o forçou a comer esterco de vaca.

No mesmo mês, uma multidão nacionalista hindu demoliu as casas de quatro famílias cristãs em Maharashtra após elas se recusarem a renunciar à sua fé. Em Andhra Pradesh, nacionalistas hindus atacaram um micro-ônibus de cristãos evangélicos, incendiando o veículo e espancando passageiros com tacos de críquete e pedras.

"Vigilantes armados têm repetidamente usado alegações de conversão forçada para justificar a detenção arbitrária e ataques horríveis contra minorias religiosas", afirmou Asif Mahmood, vice-presidente da USCIRF. "Vários estados indianos agora fortaleceram leis anticonversão, reduzindo os padrões de evidência necessários para acusar um indivíduo de conversão religiosa forçada".

Em julho de 2026, Maharashtra se tornou o 13º estado indiano a implementar uma lei anticonversão. A Lei de Liberdade de Religião de Maharashtra, de 2026, entrou em vigor em 28 de agosto, prevendo ações contra conversões supostamente realizadas por meio de coerção, fraude, indução ou casamento.

"CRESCEMOS, MAS ESTAMOS AMEAÇADOS”

Em entrevista recente, o reverendo Vijayesh Lal resumiu a situação da Igreja indiana com uma frase direta: "Nós crescemos, mas estamos ameaçados".

A liderança da EFI, no entanto, optou por não focar apenas nos números. Durante o congresso, Lal alertou que "uma Igreja ampla, mas superficial, não pode permanecer", convocando os líderes a retornarem ao discipulado profundo.

O jornalista Timothy Goropevsek, editor do Christian Daily e observador do congresso, avaliou o encontro como um marco para o movimento evangélico indiano. "Foi um privilégio testemunhar líderes discutindo como levar o Evangelho a uma nação de 1,4 bilhão de pessoas — um sexto do mundo. Saí encorajado e profundamente grato pelo que Deus está fazendo na Índia".

#IgrejaEmMissão #CristianismoNaÍndia #FéQueCresce #PerseguiçãoReligiosa #AICOCIM2025 #EsperançaNaÍndia #CrescimentoDaIgreja #MissõesGlobais #Viral

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