O túmulo está vazio, pois o Redentor vivo para sempre está!!!!!!!!
domingo, 20 de setembro de 2026
QUANDO O PÃO DO CÉU NÃO É SUFICIENTE!
(Inspirado em João 6)
Em João 6 vemos um dos momentos mais marcantes do ministério de Jesus. Depois de multiplicar pães e peixes e alimentar uma multidão, muitos passaram a segui-Lo, mas não por quem Ele era, e sim pelo que Ele podia dar. Quando Cristo declara que Ele é “o pão que desceu do céu” (João 6:41) e afirma que a verdadeira vida não está no alimento físico, mas em recebê-Lo pela fé, a multidão se escandaliza. E quando Ele aprofunda o ensino, revelando que seguir o Filho não é desfrutar de benefícios terrenos, mas comer Sua carne e beber Seu sangue, expressão espiritual de união, fé e dependência total, “muitos dos Seus discípulos voltaram atrás e não andaram mais com Ele” (João 6:66).
Eles estavam ali pelo pão, não pelo Cristo.
Pela bênção material, não pela vida eterna.
Pelo milagre, não pelo Mestre.
Este quadro é assustadoramente semelhante ao que vemos hoje em muitas, senão a maioria das igrejas, onde a centralidade não é Cristo, mas a satisfação das vontades humanas. Ali, a pregação deixa de ser expositiva e passa a ser utilitária: prosperidade, campanhas intermináveis, desafios financeiros, envelopes de oferta, votos, chaves apostólicas de conquista... Tudo é moldado para agradar ao “cliente religioso” que busca exatamente aquilo que Jesus recusou oferecer: pão sem arrependimento, milagre sem cruz, benefício sem conversão.
Cultos se transformam em ambientes de entretenimento: luzes, músicas, slogans motivacionais, pastores coaches e métodos de PNL, nos quais as pessoas são induzidas a cair no chão, algo que chamam de “cair no espírito”, ou a participar das chamadas “unções do riso” ou “unções de animais”, práticas que não encontram respaldo nas Escrituras e que podem produzir manifestações meramente emocionais. Nos cultos dessas igrejas, tudo é cuidadosamente planejado para provocar emoções e induzir decisões impulsivas, especialmente financeiras.
E, para blindar tudo isso, levantam o bordão antibíblico: “não toque no ungido”. Assim, qualquer questionamento pode ser tratado como rebeldia contra Deus, quando, na realidade, a própria Escritura ensina que toda doutrina e todo ensino devem ser examinados à luz da Palavra.
Dentro desse meio ainda vemos campanhas e doutrinas heréticas: quebra de maldições hereditárias, “cura interior” mística, “vale do sal”, “fogueira santa”, vendas de objetos “abençoados” e uma infinidade de práticas antibíblicas.
Se, por um lado, algumas igrejas trocam o evangelho pela prosperidade, por outro, há muitas igrejas onde o foco não é tanto o lucro, mas o emocionalismo desordenado. Ali, o culto, que deveria refletir ordem e decência (1 Coríntios 14:40), se torna um palco de manifestações humanas: gritos, falsas visões, revelações extrabíblicas e pessoas rodando sem controle, no chamado reteté, apelidado até de “pomba-gira gospel”. Com isso, o culto pode se transformar em um ambiente imprevisível, muitas vezes movido pelo entusiasmo humano e não pelo Espírito.
Mas, apesar das diferenças, ambas compartilham algumas práticas semelhantes: “não toque no ungido”, PNL, manipulação emocional, textos tirados fora de contexto para prometer o que Deus nunca prometeu e a busca de satisfazer desejos humanos em vez de confrontá-los com a verdade da Escritura.
E isso fisga muitos que, assim como os discípulos de João 6, não suportam a sã doutrina (2 Timóteo 4:3). Procuram lugares onde se ouve aquilo que o coração deseja, e não aquilo que Deus diz.
Mas, em contraste com tudo isso, surgem as igrejas bíblicas. Não são perfeitas, e seus erros não são poucos, pois também são constituídas por homens, e o ser humano é falho. Muitas são pequenas, mas comprometidas em caminhar o mais próximo possível das Escrituras. Nelas, a pregação expositiva prevalece, porque se crê que é Deus quem fala por meio da Sua Palavra, e não a imaginação do pregador. Não há espaço para o entretenimento nem para o emocionalismo desordenado. Ali, o culto é simples, reverente e centrado em Deus. São igrejas que buscam valorizar princípios como:
- Sola Scriptura: a Bíblia é a única regra infalível de fé e prática.
- Solus Christus: Cristo é o centro e a suficiência da salvação.
- Sola Fide: somos justificados somente pela fé.
- Sola Gratia: toda salvação é obra da graça de Deus.
- Soli Deo Gloria: toda glória pertence exclusivamente a Deus.
E assim como Pedro respondeu a Jesus quando muitos O abandonaram:
“Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna.” (João 6:68)
As igrejas bíblicas ecoam essa mesma convicção:
Não buscamos o pão terreno, mas o Pão do Céu; não buscamos experiências vazias, mas a verdade; não buscamos agradar ao homem, mas glorificar a Deus.
Porque onde Cristo é suficiente, a Palavra é central.
E onde a Palavra é central, a glória pertence somente a Deus.
Não se contente com o que é passageiro. Busque o Pão do Céu, pois somente Cristo tem as palavras de vida eterna.
PORTANTO:
Não importa o que você quer. Em uma igreja bíblica, seguimos aquilo que a Bíblia autoriza, e não os desejos das pessoas.
Sola Scriptura - Solus Christus - Soli Deo Gloria
Robson Roberto
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