O túmulo está vazio, pois o Redentor vivo para sempre está!!!!!!!!

sábado, 12 de setembro de 2026

Discípulos de Cristo (igreja)







A Igreja Cristã "Discípulos de Cristo" é uma denominação cristã protestante que ensina que o "discípulo" é aquele que seguem outrem em suas ideias, atitudes, posição ideológicas. Os Discípulos mais conhecidos são os doze apóstolos: André, Bartolomeu, Filipe, João, Tiago, o maior, Judas Iscariotes (o traidor), Judas Tadeu, Mateus, Simão, o Zelote, Simão Pedro, Tiago, Tomé. Os relatos bíblicos mostram que todos que estavam com Jesus e o seguiam eram seus discípulos (Mateus 8:23). Este movimento restauracionista protestante teve suas origens no movimento restauracionista de Thomas Campbell e Alexander Campbell na região dos Apalaches no início do século XIX, visando restaurar o cristianismo primitivo e acabar com o denominacionalismo.


Igreja Cristã "Discípulos de Cristo"






Discípulos de Cristo (igreja)
Orientação protestante
evangélica
restauracionista
Fundador Alexander Campbell
Thomas Campbell
Barton W. Stone
Origem Estados da Pensilvânia e Kentucky, Estados Unidos
Sede descentralizada
Países em que atua internacional


Os Discípulos de Cristo não possuem credos mais específicos para além dos rituais e credos mais básicos presentes na Bíblia; assim em comum: creem na Bíblia, praticam o batismo por imersão, celebram a santa ceia aberta a todo e qualquer cristão semanalmente presidida por membros leigos. Cada congregação é autônoma.

Estão presentes em varias cidades do Brasil.

Alguns membros famosos são:J. William Fulbright, Senador do Arkansas;
James Garfield, presidente dos EUA, ministro ordenado dos Discípulos de Cristo;
David Lloyd George, Primeiro-ministro do Reino Unido;
Lyndon B. Johnson, presidente dos EUA, foi ministro de jovens dessa denominação;
Ronald Reagan, presidente dos EUA, embora frequentasse a Igreja Presbiteriana também.
Jim Jones, pastor dissidente dos Discípulos de Cristo, fundador da seita Templo do Povo.
Bibliografia
Boring, M. Eugene (1997). Disciples And The Bible. [S.l.]: Chalice Press. ISBN 0827206232. Consultado em 3 de setembro de 2007
Campbell, Thomas (1809). The Declaration and Address ("Declaração e Palestra")
Cartwright, Colbert S. (1987). People of the Chalice, Disciples of Christ in Faith and Practice. St Louis, MO: Chalice Press. ISBN 978-0-827229-38-0 Verifique |isbn= (ajuda)
Challen, James (editor), Biographical Sketch of Alexander Campbell, Ladies' Christian Annual, March, 1857 (Volume VI, No. 3), Philadelphia: James Challen, Publisher. Pages 81–90.Online Edition
Corey, Stephen (1953). Fifty Years of Attack and Controversy St. Louis, MO: Committee on the publication of the Corey manuscript
Cummins, Duane D. (1991). A handbook for Today's Disciples in the Christian Church (Disciples of Christ) Revised Edition. St Louis, MO: Chalice Press. ISBN 0-8272-1425-1
Davis, M. M. (1915). How the Disciples Began and Grew, A Short History of the Christian Church, Cincinnati: The Standard Publishing Company
Garrison, Winfred Earnest and DeGroot, Alfred T. (1948). The Disciples of Christ, A History, St Louis, Missouri: The Bethany Press
Green, F. M. (1904). «James A. Garfield». John T. Brown's Churches of Christ. Memorial University of Newfoundland. Consultado em 8 de dezembro de 2005. Arquivado do original em 15 de dezembro de 2005
General Assembly of the Christian Church (julho de 2005). «The Design of the Christian Church (Disciples of Christ)» (PDF). Christian Church (Disciples of Christ). Consultado em 18 de abril de 2008. Arquivado do original (pdf) em 14 de abril de 2008Marshall, Robert; Dunlavy, John; M'nemar,Richard; Stone,B. W.; Thompson, John; Purviance,David (1804). The Last Will and Testament of the Springfield Presbytery
McAlister, Lester G. and Tucker, William E. (1975), Journey in Faith: A History of the Christian Church (Disciples of Christ) - St. Louis, Chalice Press, ISBN 978-0-8272-1703-4
«Religion and President Johnson». Lyndon B. Johnson Library and Museum. Consultado em 8 de dezembro de 2005. Arquivado do original em 21 de novembro de 2013
«Ronald Reagan Facts». Ronald Reagan Presidential Library. Consultado em 8 de dezembro de 2005
Watkins, Sharon E. (publisher) (2006). Yearbook & Directory of the Christian Church (Disciples of Christ) - 2006, Indianapolis: The Office of The General Minister and President
Williams, D. Newell (2008). The Christian Church (Disciples of Christ): A Reformed North American Mainstream Moderate Denomination, presentation given during the Christian Church (Disciples of Christ) Consultation on "Becoming a Multicultural and Inclusive Church," March 27, 2008. Retrieved January 4, 2010.
Referências
«History of the disciples» (em inglês). Christian Church (Disciples of Christ) in the United States and Canada. Consultado em 15 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 3 de setembro de 2014
«Ordination Service of Jim Jones into Disciples of Christ» (em inglês). San Diego State University. 19 de agosto de 2014. Consultado em 15 de fevereiro de 2017. Cópia arquivada em 30 de novembro de 2014

Reunião na casa de Rui, Reunião de Homens e Reunião na casa de Clécia (aniversário) e Ricardo.



















Aula em Vida Nova - Hebreus 10


versos 1-4

O autor da carta aos Hebreus busca esclarecer(revelar) que a função dos sacrifícios no templo não era tirar os pecados do povo, mas sim, traze-los á memória. O sistema de sacríficios do templo era uma pálida sombra da realidade em Christus. 

5-10

Os sacríficios do templo eram repetitivos e arquetípicos. O sacríficio de Christus é eficaz e útil para sempre! 

11-18

Características do sacríficio de Christus:
Único e perfeito para sempre.
Aperfeiçoou(santificou) os que pertencem a Ele.
Inaugurou a nova aliança.
Colocou sua lei em nossa mente e coração. Isso vem a significar que a partir daí, passamos a querer agradar a Ele.

19-23

Contraste: Na Lei - 1 entrava na presença santa.
                 Na Graça- Todos tem acesso á presença santa de Elohim por meio da fé.
Agora podemos ter a consciência limpa.

24-25

Devemos congregar sempre que possível. Congregar não é só assitir às reuniões, é mais que isso: É trabalhar e servir pela unidade e edificação da igreja.

26-31

A Graça não é permissão para viver na desgraça. Quem não busca santidade, não vai se tornar um tijolo vivo no edíficio de Deus para sempre. Os que depois de serem limpos e purificados, não lutam para permanecerem limpos, perecerão.

32-39

Apesar das dificuldades da vida, somos chamados a perseverar. Uma pessoa que não desiste da fé, apesar das tentações, apesar dos assédios, e das dificuldades e provações(testes) da fé, será bem aventurada por fazer parte do grupo daqueles que morreram em fidelidade. Todos somos chamados a perseverar em fidelidade.

Palavra chave deste capítulo: confiar!
Então amados, pereveremos em confiar.
   


sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A fé verdadeira!!!


 

Jesus é a ponte!!!


 

Avivamento e o Movimento de Restauração





"Temos que ter todo o cuidado nestas questões. O que sabemos acerca da esfera de ação do Espírito? O que sabemos acerca do Espírito cair em pessoas? O que sabemos sobre estas grandes manifestações do Espírito Santo? Precisamos ser cautelosos, 'para que não sejamos achados lutando contra Deus', para não sermos culpados de 'apagarmos o Espírito de Deus' (Martyn Lloyd-Jones)".






Introdução
É do nosso conhecimento que nos EUA, Brasil, Chile, Porto Rico e em outros países latino-americanos muitas igrejas com origem no Movimento de Restauração (ou Movimento Stone-Campbell), e dos três principais ramos dele (os liberais-ecumênicos Discípulos de Cristo, os radicais Anti-Instrumentais e os centristas Independentes), têm experimentado uma renovação espiritual, e não é de hoje que isso vem acontecendo.


Estes irmãos e igrejas têm sido influenciados pelo movimento chamado pentecostal-carismático do século XX. É impossível não perceber esse movimento, especialmente por causa do seu grande crescimento. As maiores igrejas evangélicas do mundo e as maiores denominações cristãs brasileiras são pentecostais ou carismáticas. Este movimento tem nos chamado para uma renovação espiritual, um testemunho mundial do Evangelho e uma grande colheita final. Além de não passar mais despercebido, essa obra renovadora do Espírito Santo em nossos dias parece indicar que "Deus derramou, em todos os lugares, o Espírito Santo sobre os cristãos que buscam ter uma vida cheia do Espírito, caracterizada pela santidade e pelo poder espiritual".1


Como conseqüência, não são poucos os irmãos que compartilham a nossa origem comum que, lamentavelmente, negam a destra da comunhão aos irmãos "renovados". Cremos, sinceramente, que uma das razões para esta atitude é o esquecimento do fato que o Movimento de Restauração tem uma marcante herança avivalista do período da história da Igreja conhecido como o "Segundo Grande Avivamento".


Ao escrevermos este artigo temos o humilde propósito de mostrar que o Movimento de Restauração começou no Grande Avivamento em Cane Ridge em 1801 e assim contribuir para a desmitificação da falsa idéia de incompatibilidade entre avivamento e restauração. Que Deus nos ajude.


1. O Que É Avivamento


"Despertamento", "reavivamento" e "avivamento" parece que são palavras que definem uma mesma experiência: um movimento do Espírito Santo. No Brasil, o termo mais usado é avivamento e é ele que usaremos neste artigo.


Para Arthur Wallis um avivamento "é o Senhor desnudando o seu braço e operando com extraordinário poder sobre santos e pecadores". Para Martin Lloyd-Jones havia "uma experiência sobrenatural do Espírito, uma unção, uma dotação de poder, muitas vezes podendo ser repetida, destinada para toda a igreja, dramática, experimental, observável, e somente indiretamente relacionada com a santificação". Para o Dr. John White "o que temos chamado de avivamento pelos últimos trezentos anos representa um trabalho incomum do Espírito Santo, com as seguintes características:


1. Homens, mulheres e crianças, convertidas e não-convertidas, tomados por uma visão, tanto da santidade de Deus como da sua misericórdia, são despertados em grande número, para a fé e a adoração;
2. O poder de Deus é manifestado em vidas humanas de forma que as leis da psicologia e da sociologia não conseguem explicar adequadamente;
3. A comunidade como um todo torna-se consciente do que está acontecendo, muitos entendendo o movimento como uma ameaça a instituições existentes;
4. Alguns homens e mulheres exibem comportamentos físicos e emocionais fora do comum, que criam controvérsia, e que podem tornar-se ofensivos para os que se opõem ao avivamento e uma armadilha para os que o apoiam;
5. Alguns crentes avivados comportam-se de maneira impulsiva e imatura, e outros caem em pecado. Dessa forma o avivamento parece uma mistura de influências de Deus com as que não vêm de Deus, e de exibições do poder de Deus e da fraqueza humana;
6. Onde quer que o avivamento atinja proporções suficientes para causar um impacto nacional, reformas socio-políticas são perpetradas no século seguinte. Dessa forma o reino de Cristo começa a ser exercitado sobre males da opressão e injustiça."2


Nos períodos de avivamento na história da Igreja as manifestações físicas geralmente estão presentes e vêm de forma inesperada e sem explicação. Foi assim nos tempos de John Wesley, Jonathan Edwards, James McGready, Barton W. Stone, na Rua Azusa e até os dias de hoje. A Bíblia mesmo diz que o Espírito Santo produz manifestações físicas nos santos na presença do Senhor como tremores (Jr 5:22; Is 66:2; Ed 9:4), choro (Ne 8:9), arrepios (Sl 119:120), arrebatamento dos sentidos (At 22:17-21), um estado parecido com a embriaguez (1Sm 1:12-17; 19:23-24). E, além disso, a ação do Espírito Santo na expulsão dos espíritos malignos causa gemidos, convulsões, inconsciência (Mc 1:23-28; 9:14-29) e outras manifestações físicas.3


Ao avaliarmos a origem do Movimento de Restauração, o Grande Avivamento em Cane Ridge, assim como outros avivamentos não devemos esquecer as palavras de Jesus no Evangelho de Mateus 7:16-20, onde está escrito:


"Vocês os reconhecerão pelos seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá bons frutos, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos frutos vocês os conhecerão!".


2. Avivamento na Fronteira Oeste dos EUA no Século XIX


Entre o final do século XVIII e início do século XIX teve início nos EUA o período da história da Igreja conhecido como o "Segundo Grande Avivamento". Os nomes mais destacados desse período são o congregacional Timothy Dwight, o grande evangelista Charles Finney (1792-1875), e os presbiterianos James McGready e o nosso amado irmão Barton W. Stone, pioneiro do Movimento de Restauração.


Entre os habitantes da fronteira oeste dos EUA a embriaguez, o jogo, a prostituição, a criminalidade, a linguagem vulgar, o adultério, toda sorte de imoralidades e uma enorme falta de interesse nas coisas de Deus caracterizavam os desbravadores daquela região. O cinema retratou artisticamente muito bem essa realidade. Em 1800 a população do Estado do Kentucky, que tinha saltado em oito anos de setenta e cinco mil para duzentos e vinte mil habitantes, somente cerca de onze mil pessoas faziam parte de alguma igreja.


Neste mesmo Estado e ano aconteceu um avivamento quando James McGready, pastor presbiteriano, começou a promover reuniões de oração. Ele pastoreava três pequenas congregações no sudoeste do Estado: Muddy River, Gasper River e Red River. Em junho, aproximadamente quinhentos membros destas três igrejas estavam reunidos em Red River. No último dia daquele encontro um grande derramamento do Espírito veio sobre o povo e as primeiras manifestações do poder de Deus tiveram início. Um mês depois, no final de julho, McGready e outros realizaram uma "Reunião de Acampamento" em Gasper River. Estiveram presentes mais de oito mil pessoas, entre elas estava Barton W. Stone que testemunha:


“Ao chegar, encontrei a multidão reunida na beira de um prado onde continuou acampada durante muitos dias e noites consecutivos, durante os quais havia a todo o momento adoração a Deus em algum lugar do acampamento. Muitas vezes havia pregação em vários pontos simultaneamente".4


Segundo o próprio McGready, durante uma pregação vibrante de um pastor presbiteriano, o poder de Deus parecia agitar toda a assembléia".5 Confira o que Barton W. Stone disse sobre isto: .


"As cenas eram para mim de sobremodo estranhas. Desafiavam quaisquer tentativas de descrevê-las. Grandes números de pessoas caíam como mortos na guerra, e continuavam por horas num estado relativamente imóvel e sem respiração. As vezes, por alguns momentos, reavivavam e demonstravam sintomas de vida por um profundo gemido ou grito agudo e penetrante, ou ainda por uma oração por misericórdia fervorosamente pronunciada. Depois de permanecer assim por horas, obtinham a libertação. A nuvem tenebrosa que cobrira seus rostos parecia desvanecer progressivamente e visivelmente, e a esperança em sorrisos clareava até se transformar em alegria. Levantavam-se, então, para bradar sua libertação, e dirigiam-se à multidão em redor numa linguagem eloqüente e impressionante. Atônito, eu ouvia mulheres e crianças declarando as maravilhosas obras de Deus e os gloriosos mistérios do Evangelho. Seus apelos eram solenes, comoventes, ousados e livres. Sob efeito de tais apelos muitos outros caíam no mesmo estado do qual estes acabaram de ser libertos".6


Ouvir ou ler um testemunho de alguém desconhecido pode não ser muito convincente. Porém, o testemunho de Barton W. Stone, um dos grandes pioneiros do Movimento de Restauração é outra coisa. Para mim é muito mais confiável. Que o testemunho de Barton W. Stone é por si só de grande relevância, o que diremos quando este descreve o que aconteceu com seus próprios conhecidos pessoais? Eu tenho a tendência em confiar ainda mais no relato dos fatos. Então vejamos o que ele disse:


"Dois ou três dos meus conhecidos pessoais foram também prostrados. Sentei-me com paciência perto de um deles (que eu sabia ser um pecador desleixado) por várias horas, observando com atenção tudo que passou do início ao fim. Observei os despertamentos momentâneos, como se fosse da morte, a humilde confissão, a oração fervorosa e a libertação final; depois as solenes ações de graça e louvor a Deus, a afetuosa exortação aos companheiros e ao povo em redor para se arrependerem e virem a Jesus. Fiquei atônito ao ver o conhecimento da verdade do Evangelho manifesto nessas exortações. Como resultado muitos caíram a semelhança da morte.7


O que podemos dizer diante de tudo isso. Estas coisas que aconteceram vieram de Deus? O que você pensa a respeito? A minha opinião importa para você? E a de Barton W. Stone, você consideraria? Então leia, mais uma vez, suas palavras:


"Depois de observar vários casos, tive convicção de que era uma boa obra, e desde então minha mente nunca vacilou sobre este ponto”.8


Para ele tudo isso era uma boa obra! E nunca mais ele duvidou disso.


O avivamento espalhou como fogo por toda a fronteira oeste norte-americana. As "Reuniões de Acampamento" organizadas se tornaram o meio mais comum de evangelizar e as conversões eram dramáticas e marcadas por manifestações físicas. As principais conseqüências desse avivamento foram:


1. Uma maior preocupação com as coisas espirituais e proporcionou uma renovação da vitalidade nas igrejas;
2. Crescimento extraordinário das principais igrejas cristãs através das "Reuniões de Acampamento";
3. Maior compromisso missionário;
A busca por reformas sociais (abolicionismo, direitos das mulheres, condições de trabalho);
4. Novos métodos de evangelismo associados às "Reuniões de Acampamento", apelos, testemunhos e etc.;
5. Distinções denominacionais diminuídas ou eliminadas durante as Reuniões de Acampamento, pois crentes de várias correntes teológicas e igrejas colaboraram durante o avivamento;
6. O surgimento de movimentos que buscavam restaurar o cristianismo do primeiro século - o Movimento de Restauração;
7. Por fim, devido à intolerância, os crentes avivados acabaram sendo expulsos das suas denominações, fazendo surgir novos grupos.


3. O Grande Avivamento em Cane Ridge (Kentucky)


Em Cane Ridge, no ano de 1801, aconteceu a maior Reunião de Acampamento daquele período, com a presença de cerca de trinta mil pessoas, segundo o que o próprio Barton W. Stone ouvira de alguns militares.


Para compreender a grandeza deste evento é bom saber que a maior cidade do Kentucky tinha apenas dois mil habitantes! Fernando Soto, em seu livro "A Reforma Presente" escreveu:


"A Cane Ridge chegaram o Governador do Estado, prostitutas, anglo e afro-americanos, embusteiros, ladrões e também cristãos devotos certamente. Permaneceram ali vários dias até que por razões de abastecimento de alimentos e por higiene, tiveram que ordenar à multidão o regresso para suas casas".9


O Dr. John White registrou a descrição que Charles A. Johnson, um crítico, nos dá do tipo de pessoas que veio à Cane Ridge:


"Alcoólatras traziam consigo a sua bebida, e a embriaguez e a promiscuidade não eram incomuns. Uma rapariga de vida fácil instalara-se debaixo de uma das plataformas de pregação, até que foi descoberta com seus companheiros masculinos".10


E ele ainda diz:


"Muito provavelmente esse tenha sido o evento mais desordenado, o mais histérico, e o maior de todos dentre os esforços despendidos na América em seus primórdios".11


No entanto, esse acampamento durou seis dias e foi marcado por conversões dramáticas, manifestações físicas e sinais, assim como no Novo Testamento e nos grandes períodos de avivamento na história da Igreja. Os presentes responderam às pregações com confissões, orações fervorosas, ações de graça, louvor a Deus, libertação, testemunhos, exortações ao arrependimento dos pecados e fé em Jesus como Senhor e Salvador. Barton W. Stone descreveu essas manifestações espirituais da seguinte maneira:


“As agitações corporais ou exercícios ocorridos no avivamento do início do século (1801) eram variadas e chamadas de diferentes formas: as quedas, os tremores, as danças, os latidos,12 as risadas e os cantos. A dança geralmente começava com tremores e era peculiar aos que professavam a religião.13 A pessoa, depois de tremer um pouco, começava a dançar e os tremores cessavam. Tal dança era em realidade celestial aos olhos dos espectadores. Não havia nela nada leviano nem nada que produzisse deliberadamente leviandade nos que olhavam. O riso do céu resplandecia no rosto do sujeito e a pessoa toda tinha uma aparência angelical. As vezes os movimentos eram rápidos, outras vezes lento... até que se sentiam exaustos e caiam prostrados ao chão a menos que fossem agarrados pelos presentes. Enquanto isso ocorria eu ouvia seus solenes louvores e orações subindo a Deus.”14


Dentre todas as expressões físicas a mais comum foi "cair". Cerca de três mil pessoas foram prostradas ao chão na Reunião de Acampamento em Cane Ridge. Os relatos afirmam que alguns desmaiaram e ficaram como mortos, porém outros permaneceram conscientes, mas não tinham forças para se mover. Uma outra experiência que Barton W. Stone chamou de "tremores" foi muito comum. Alguns que vieram para criticar ou ridicularizar foram subitamente surpreendidos com este fenômeno.15 Dia e noite, cerca de quarenta pastores presbiterianos, batistas e metodistas se revezavam nos diversos pontos de pregação instalados na área do acampamento. Havia sempre de um a sete pregadores simultaneamente. Por vezes, milhares de pessoas saiam gritando em voz alta, todos de uma vez. O som era estrondoso.


Uma outra experiência marcante em Cane Ridge foi "o exercício de cantar" que Fernando Soto define como algo semelhante ao que os carismáticos hoje chamam "cantar no Espírito". Sobre ele Barton W. Stone disse o seguinte:


"Entre tudo o que vi isto é o mais difícil de descrever. O sujeito, em um estado mental muito feliz, cantava da forma mais melodiosa jamais ouvida, não desde a boca ou nariz, mas inteiramente do peito, de onde mais vinham os sons. Tal música silenciava tudo o mais e atraía a atenção de todos. Era o mais celestial, ninguém poderia se cansar de ouvi-lo".16


James B. Finley, "que então era um livre pensador em matéria de religião, não estando ligado a nenhuma confissão" descreveu o avivamento em Cane Ridge nestas palavras:


"O barulho soava como o ruído das quedas do Niágara. O vasto mar de seres humanos parecia agitar-se como por uma tempestade... Algumas pessoas cantavam, outras oravam, outras clamavam por misericórdia com voz mais piedosa, e outros gritavam estrondosamente."17


Na continuação do seu relato observe como o autor descreve uma experiência sobrenatural pessoal:


"Enquanto eu observava tudo isso, uma sensação particularmente estranha, como eu nunca tinha sentido antes, veio sobre mim. O meu coração passou a bater fortemente, os meus joelhos trepidavam, os meus lábios tremiam, e eu me senti como se eu tivesse que cair ao solo. Um estranho e sobrenatural poder parecia impregnar a mente de todas pessoas lá reunidas... Um pouco depois eu me levantei e fui até a mata ao lado, e lá procurei reanimar-me e restabelecer a minha disposição".18


E para finalizar o registro do testemunho de James B. Finley, veja o quanto ele ficou "assustado até a morte" pelo Espírito Santo:


"Depois de algum tempo voltei ao local da excitação, cujas ondas, se possível, teriam atingido níveis mais altos ainda. O mesmo sentimento atemorizante veio sobre mim. Subi num toro, onde podia ter uma melhor visão do mar humano que se agitava ao meu redor. A cena que então se apresentou à minha mente é indiscritível. De uma vez eu vi pelo menos umas quinhentas pessoas sendo arrojadas ao solo como se uma bateria de milhares de armas tivesse sido descarregada sobre eles, e então seguiram-se gritos agudos e berros que rasgaram o próprio céu... Eu fugi de novo para a mata, e pensei que teria sido melhor se eu tivesse ficado em casa".19


O Dr. John White chama esta reação de Finley de interessante e argumenta que o fato dele ter ido a Cane Ridge como um "livre-pensador" lhe deu uma boa proteção contra qualquer manipulação ou efeito da psicologia das multidões.


As notícias sobre a Reunião de Acampamento em Cane Ridge espalharam por todo o Kentucky, Tennessee e outros Estados. A Igreja Presbiteriana, mais precisamente o Sínodo do Kentucky, desaprovou e reagiu com muita firmeza forçando Barton Stone, Robert Marshall, John Dunlavy, John Thompson, David Purviance e Richard McNemar, o primeiro a ser acusado de heresia ao ser chamado de “arminiano”, a deixarem a igreja. Eles formaram o Presbitério Independente de Springfield, que abrangia quinze igrejas, oito no norte do Kentucky e sete no sudoeste do Ohio.


Eles rejeitaram a Confissão de Fé de Westminster (calvinista), adotaram posições nitidamente arminianas, deixaram a Igreja Presbiteriana, passaram aceitar apenas a Bíblia como a sua única regra de fé e prática e, ainda, passaram a usar somente o nome de "cristão".20 No dia 28 de junho de 1804, o Presbitério de Springfield foi dissolvido por eles dando continuidade à restauração do cristianismo primitivo em uma só igreja. Em 1820 eles se unificaram com os "cristãos" (ex- metodistas republicanos) liderados por James O'Kelly e em 1832 com os "Discípulos de Cristo" dirigidos por Alexander Campbell.


Embora em Cane Ridge se tenha experimentado um legítimo avivamento, não podemos dizer que ele foi de natureza pentecostal, pelo menos como essa palavra é entendida hoje.


4. A Opinião de Barton W. Stone Sobre o Avivamento em Cane Ridge 30 Anos Depois


Barton W. Stone e Alexander Campbell são os personagens mais proeminentes do Movimento de Restauração. Isso fica evidente no fato do nosso movimento ser mais conhecido hoje, no século XXI, como Movimento Stone-Campbell.


Por ocasião da união dos seus respectivos grupos, é importante registrar que os "cristãos" de Barton W. Stone era muito maior do que os "discípulos" de Alexander Campbell. Por volta de 1820, as igrejas do movimento de Barton W. Stone somavam dez mil membros só em Kentucky, cinco mil membros em Ohio e outros tantos espalhados pelos Estados do Tennesee, Alabama, Indiana, Illinois e Missoury, somando cerca de vinte mil fiéis. Sobre os seus primeiros anos, os autores do livro “Raízes da Restauração” escreveram o seguinte:


“No início se concentrou na vida em santidade, buscando restaurar o estilo de vida da Igreja Bíblica. O ideal de liberdade era a pedra fundamental desse movimento e até o batismo era deixado a critério de cada um. O caráter cristão e a liberdade eram muito preciosos. Para eles a restauração da Igreja do Novo Testamento passava pela negação das tradições opressoras das igrejas estabelecidas e a unidade da Igreja Primitiva era a unidade na liberdade e não unidade na concordância”.21


Pois bem, Barton W. Stone em 1831 escreveu e publicou no "Christian Messenger" (Mensageiro Cristão) um artigo com o título "Revival of Religion" (Renovação da Religião). Neste artigo o pioneiro do Movimento de Restauração recorda e comenta sobre os eventos em Cane Ridge trinta anos depois. Sobre a oposição ao avivamento em Cane Ridge, naqueles dias e posteriormente, ele escreveu:


"Filósofos, dogmáticos e legalistas, que foram para medir a fé de acordo com a sua própria regra, foram geralmente opositores desta renovação. Sua oposição pareceu presságios do mal... O grande entrave a esta renovação foi o espírito do sectarismo, que inquieto como um demônio, infectou e destruiu o glorioso trabalho... Eles são tão opostos como trevas e luz, como fogo e água".22


Barton W. Stone continua perguntando:


"Devemos nos opor às renovações porque descobrimos nelas muitas emoções, desordem e meios não-escriturais utilizados por aqueles que trabalham nelas?... Porque pensamos que os seus condutores são ignorantes e não sabem o que é mais importante na doutrina do Evangelho?... O fogo da devoção não pode ser confinado... e os seus esforços nas famílias, bairros e congregações são poderosos em destruir o reino das trevas".23


Ao recordar, neste artigo, o deslocamento das multidões para Cane Ridge, Barton W. Stone diz que elas vinham vestidas solenemente, que muitos molhavam os seus caminhos com lágrimas e que outros vinham louvando a Deus em alta voz. Ele também diz que em Cane Ridge houve imperfeições, excentricidades ou aberrações. Mas, imediatamente, ele reconhece que não podia encontrar a perfeição em uma multidão de imperfeitos, pois eram homens.


Sobre os resultados do Grande Avivamento em Cane Ridge, Barton W. Stone testemunha:


"Vi a religião de Jesus exposta mais claramente na vida dos cristãos como nunca eu tinha visto antes ou na mesma medida. Vi que os pregadores foram reavivados, preenchidos com o Espírito Santo de Deus, abordando as multidões não no estilo "iceberg", nem de acordo com as regras de retórica e estudos de oratória, mas na língua e no espírito do céu... Eles não consideraram a censura, nem os discursos duros dos opositores que os chamavam de emocionais e os representavam como loucos... Através de muitas dificuldades, públicas e privadas, eles trabalhavam dia e noite de casa em casa, bairro a bairro, pregando a palavra da salvação para todos".24


Ainda falando sobre os resultados do avivamento, Barton W. Stone neste artigo diz que viu congregações reavivadas, viu pecadores independente de idade, sexo e condição social chorando, orando e se convertendo a Deus. Ele também afirma que viu inimigos se tornando amigos e o fruto do Espírito crescendo abundantemente entre os santos de Deus. Quanto à Bíblia, ele diz que ela foi lida com um intenso desejo de encontrar a verdade. "A isto eu chamaria de renovação e obra de Deus", diz ele (cf. Mt 7:16-20).


5. As Posições Avivalistas de Barton W. Stone Não Foram um Impedimento à União


Fernando Soto diz que Barton W. Stone conheceu Alexander Campbell em setembro de 1824, ficaram amigos e por longos anos trocaram cartas. Em 1832 os "cristãos" (stoneístas) e os "discípulos" (campbellistas) se uniram. Sobre as diferenças entre os dois grupos, o autor citado escreveu o seguinte:


"Os cristãos da fronteira empregavam táticas de avivamento para propagar a fé. Tinham, em seus templos, 'a cadeira do penitente afligido' onde as pessoas oravam com lágrimas até sentir algo que confirmasse uma resposta de Deus. Neste sentido os discípulos do norte eram mais frios".25


Por tudo que já vimos acima, não há dúvidas que o Movimento liderado por Barton W. Stone empregava os métodos que caracterizaram o Segundo Grande Avivamento: realização de Reuniões de Acampamento avivadas, com pregações emocionais e conversões com manifestações físicas e sinais. E continuou utilizando estes métodos mesmo depois da união com os "campbellistas".


Todavia, o grupo liderado por Alexander Campbell era influenciado pela filosofia secular (o “racionalismo” e o “realismo sensato”) e enfatizava a “razão” ou no “linguajar evangélico” enfatizavam "a Palavra". Trazendo para o nosso tempo, os primeiros eram "carismáticos ou renovados" e os outros eram "tradicionais". No entanto, as posições avivalistas de Barton W. Stone e dos "cristãos do Kentucky" não serviram de pretexto ou impedimento à união dos pioneiros do Movimento de Restauração.


Então, por qual razão alguns dos modernos herdeiros de Stone e Campbell se recusam a ter comunhão com seus irmãos "avivados"? Será que com o passar dos anos os irmãos esqueceram os fatos acima citados? Por que será que nos EUA, hoje, as igrejas do nosso Movimento são compostas por um povo que é, em sua grande maioria, conhecido pela reação negativa às experiências com o Espírito Santo? Por que muitos irmãos querem repetir no século XXI as mesmas atitudes sectárias, rejeitadas tanto por Barton W. Stone como por Alexander Campbell e outros grandes pioneiros do Movimento de Restauração no século XIX? Ou seja, querer impor a uniformidade doutrinária como uma condição para a comunhão e a união cristã? Por fim, Fernando Soto sabiamente pergunta: "Que aplicação poderíamos fazer da história das Igrejas de Cristo hoje?"26 Reflita sobre tudo isso.


5. A Igreja de Cristo no Brasil e o Avivamento Carismático dos Anos 1960 - 1970


O Movimento de Restauração teve o seu primeiro esforço missionário bem-sucedido no Brasil com a chegada do Pr. David Sanders e sua esposa D. Ruth em 1948 (Christian Church / Church of Christ). No ano seguinte eles estabeleceram a primeira Igreja de Cristo no Brasil, no bairro de Vila Nova, em Goiânia, Estado de Goiás. Aos Sanders se juntaram J. Richard Ewing, Carolee Ewing, Ruth Spurgean e Ellen Case logo nos primeiros anos.


Em dezembro de 1953 o missionário David Sanders se encontrou com pastores e líderes da Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo, um movimento restauracionista brasileiro que já existia há 25 anos e contava com 13 igrejas locais em cinco Estados. Com a conclusão de que no essencial havia unidade, enquanto nas opiniões havia diferenças, a união foi aprovada dando à reunião o seu clímax. Então, Antônio dos Santos, presidente da Conferência de Ministros da Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo, deu a mão da comunhão ao missionário David Sanders unindo com o Movimento de Restauração estas igrejas. Registro isto para deixar claro a postura unionista do nosso Movimento no Brasil e como um testemunho em favor da unidade cristã. "No Essencial, Unidade; Nas Opiniões, Liberdade; Em Todas as Coisas, o Amor", este é o mais antigo lema do Movimento de Restauração.


Nas décadas de 1960 e 1970 outras famílias de missionários norte-americanos chegaram ao norte do país e trabalhos foram estabelecidos nos Estados do Pará, Amazonas, Amapá e no atual Tocantins. Nesta mesma época Arthur Carter estabelece-se em Belo Horizonte - MG, Eugene Smith em São Paulo - SP, Gerald Holmquist em Anápolis - GO e Dale H. McAfee em Ceres - GO. No Distrito Federal, David Sanders recebeu o lote 001 para igrejas no Plano Piloto em Brasília (EQS 305/306, Asa Sul), Bill Loft estabelece-se em Taguatinga - DF e Bill Metz no Gama - DF.27


Paralelamente, uma primeira safra de líderes brasileiros começou a surgir no fim da década de 1950, a segunda geração na década seguinte e a terceira geração surgiu entre os anos de 1964 e 1984. A esta terceira geração coube a imensa responsabilidade de assumir a liderança nacional das Igrejas de Cristo. Para o Pr. Ozório Gonçalves este fato é um divisor de águas na história da Igreja de Cristo no Brasil.


No artigo "O Movimento de Restauração no Brasil", o Pr. Merlyn Lee Shields descreve um outro fato que é muito marcante. Confira suas palavras:


"O final dos anos 60 foi também um período de reorganização espiritual para alguns missionários das Igrejas de Cristo. O movimento carismático estava varrendo várias denominações tradicionais. Três missionários das Igrejas de Cristo foram independentemente influenciados por alguns ensinamentos deste movimento e começaram a ensinar e a pregar a doutrina do batismo do Espírito Santo, sendo expresso por diferentes sinais, especialmente o dom de falar em línguas. Um total de cinco missionários, uma hora ou outra, ensinavam esta doutrina".28


O avivamento promovido pela Renovação Carismática chegou às Igrejas de Cristo. E com ela vieram as controvérsias. O Pr. Merlyn continua descrevendo este período dizendo:


"Os outros missionários se colocaram na defensiva. Alguns declararam sua objeção ao ensino carismático e escreveram cartas e panfletos. Um livro sobre a teologia do falar em línguas foi traduzido. Outro missionário tentou evitar que esta doutrina e a de línguas os dividisse ou às igrejas".29


Um outro fator determinante para o avivamento das Igrejas de Cristo em nosso país foi a adesão de membros de origem pentecostal-carismática. Eles aceitaram os ideais do Movimento de Restauração e deixaram as sólidas amarras denominacionais pela liberdade que há no Espírito. No entanto, trouxeram com eles aquilo que consideravam parte da mensagem do Novo Testamento: o enchimento e os dons do Espírito Santo. No Chile não apenas indivíduos, mas diversas igrejas pentecostais aderiram ao Movimento de Restauração pelas mesmas razões. Sobre este período da Igreja de Cristo no Brasil confira as palavras do Pr. Ozório Gonçalves:


"Enquanto todas as denominações se dividiram, por causa do avivamento espiritual, dando as igrejas Batista tradicional e renovada, Presbiteriana tradicional e renovada, Metodista tradicional e renovada, etc., as Igrejas de Cristo não se dividiram."30


Parece que o Espírito Santo de Deus usou "aquele outro missionário", citado acima pelo Pr. Merlyn, para evitar que a Igreja de Cristo no Brasil se dividisse!!! "No Essencial, Unidade; Nas Opiniões, Liberdade; Em Todas as Coisas, o Amor". É por essa e inúmeras outras razões que sou um apaixonado pelo Movimento de Restauração e a cada dia mais comprometido com a Igreja de Cristo no Brasil.


Conclusão


O Movimento de Restauração, quer queiramos ou não, inegavelmente começou no Grande Avivamento em Cane Ridge. O grupo conhecido como os "cristãos" e liderado por Barton W. Stone é cerca de vinte anos mais velho do que o ramo iniciado por Thomas e Alexander Campbell. Quando Barton W. Stone e seus companheiros estavam deixando as posições sectárias da denominação a qual pertenciam, Alexander Campbell ainda era um adolescente na Irlanda. Quando ele chegou aos EUA o grupo "stoneísta" do Movimento de Restauração já estava em curso e só aproximadamente quinze anos depois foi que eles se conheceram.


Segundo Leroy Garrett, estes fatos contribuem para corrigir um erro histórico e muito comum, que o Movimento de Restauração teve início com Alexander Campbell,31 que na verdade foi o nosso principal teólogo e organizador no século XIX.


Também é inegável que em Cane Ridge houve um legítimo avivamento e que Barton W. Stone sempre o considerou uma boa obra. As igrejas que surgiram deste avivamento cresceram por vários Estados norte-americanos e elas usavam táticas avivalistas de evangelismo, segundo o padrão do Segundo Grande Avivamento.


É impossível esconder que, no ano da unificação dos movimentos de Stone e Campbell, os "cristãos" eram cerca de 20 mil irmãos e representavam dois terços (2/3) da membresia do nosso movimento em 1832. Portanto, a maioria das igrejas do Movimento de Restauração eram avivadas!!!


Também é evidente que Barton W. Stone e muitas das igrejas que continuaram debaixo de sua influência até o ano de 1844, quando este dormiu no Senhor, permaneceram com suas práticas avivalistas sem comprometer a unidade do Movimento de Restauração.


Que a unidade de grupos tão distintos só foi possível para os pioneiros porque a união cristã não era meramente retórica. Eles, de fato, puseram em prática o nosso mais antigo lema: "No Essencial, Unidade; Nas Opiniões, Liberdade; Em Todas as Coisas, o Amor".32


Que aqueles que querem impor como condição de comunhão a uniformidade doutrinária em assuntos que não são essenciais estão na contramão do Movimento de Restauração. Ao agir assim estão trocando a liberdade que foi tão cara a Barton W. Stone, Thomas Campbell, Alexander Campbell e outros pioneiros por uma retórica de liberdade.


Que o Espírito Santo deve ter liberdade para se mover entre nós, pois, o cristianismo sem o mover sobrenatural de Deus não é bíblico nem apostólico, mas mera filosofia humana. E que a plenitude do Espírito Santo está disponível para todos os cristãos hoje e buscá-la é uma experiência de avivamento espiritual, é restaurar a fé e a prática da Igreja do Novo Testamento.


Portanto, não devemos nos envergonhar da nossa herança avivalista nem escondê-la ou renegá-la. Pelo contrário, uma das nossas mais preciosas heranças recebemos das igrejas avivadas que surgiram do Grande Avivamento em Cane Ridge e que foram lideradas por Barton W. Stone, ou seja, a maioria das igrejas do Movimento de Restauração em suas primeiras décadas.


E, por fim, que a sexagenária Igreja de Cristo no Brasil, ainda jovem e renovada, é fruto de uma maneira brasileira de fazer a restauração do cristianismo bíblico. Ainda que, para alguns, lembre ou não o movimento homônimo norte-americano. Em nosso país, o Movimento de Restauração continua vivo e atuante!!!




Veni, Sancte Spiritus. Et emitte coelitus Lucis tuae radium.


Vem, Santo Espírito. E do teu lugar celestial envia a tua gloriosa Luz.




Pedro Agostinho Jr.,
Pastor da Igreja de Cristo.








________________________________
[1] Pentecostal é todo aquele tem origem no movimento iniciado na Rua Azusa, em Los Angeles, Califórnia (EUA) em 1906 e que crê que o batismo no Espírito Santo é uma experiência que está disponível para todos os cristãos após a conversão e que ele é evidenciado pelo dom de falar em línguas. Os pentecostais também crêem que todos os dons espirituais estão disponíveis hoje. São exemplos de denominações pentecostais as Assembléias de Deus e Igreja de Deus. Já os carismáticos têm origem nos anos de 1960 e 1970 durante a renovação das igrejas históricas. Entre os carismáticos não há unanimidade quanto ao batismo no Espírito Santo ser uma experiência posterior à conversão e nem sobre o dom de línguas ser a sua evidência inicial, embora muitos tenham adotado a posição pentecostal clássica.
Na década de 1980 surgiu um outro movimento chamado "A Terceira Onda" por C. Peter Wagner (a "primeira onda" foi o movimento pentecostal e a "segunda onda" o movimento carismático). "A Terceira Onda" ensina que a expressão "batismo com ou no Espírito Santo" se aplica melhor à experiência que acontece com todos os cristãos na conversão, especificamente no batismo nas águas. No entanto, crêem que várias e várias vezes na vida cristã, o crente tem experiências dinâmicas da presença do Espírito Santo que os capacita com poder para o testemunho e o serviço, e que são melhor definidas como "enchimentos", "revestimentos de poder" ou "plenitude do Espírito Santo". "A Terceira Onda" também ensina que a proclamação do Evangelho deve vir, normalmente, acompanhada por "sinais, maravilhas e milagres", segundo o padrão do Novo Testamento. Para saber mais sobre ela confira os livros abaixo indicados e disponíveis em português:


(1) Surpreendido pelo Poder do Espírito, Jack Deere, CPAD;
(2) Quando o Espírito Vem Com Poder, Dr. John White, ABU;
(3) Cessaram os Dons Espirituais?, org. Wayne Grudem, Editora Vida;
(4) Surpreendido pela Voz de Deus, Jack Deere, Editora Vida;
(5) Teologia Sistemática, Wayne Grudem, Editora Vida Nova;
(6) O Dom de Profecia no Novo Testamento, Wayne Grudem, Editora Vida;


2 WHITE, John, Quando O Espírito vem com Poder, pág. 34 e 35.
3 DEERE, Jack, Surpreendido pelo Poder do Espírito, pág.94 a 96.
4 WALKER, John, O Avivamento de 1800, pág. 4 a 6.
5 WAUGH, Geoff Waugh, Fire Fell: Revival Visitations, disponível na Internet.PO Box 629, Strathpine, Qld. 4077, Australia. E-mail: geoff@renewal.dialix.oz.au Internet: http://www.pastornet.net.au/renewal Reproduction is permitted as long as the copyright remains intact with the text.
6 WALKER, John, O Avivamento de 1800, pág. 4 a 6.
7 Ibdem.
8 Ibdem.
9 SOTO, Fernando, La Reforma Presente, pág. 24.
10 WHITE, John, Quando O Espírito vem com Poder, pág. 75.
11 Ibdem.
12 Semelhante ao som dos cães, grunhidos, sons não exprimíveis - nota do tradutor.
13 “Professar a religião” era uma expressão da época para descrever a conversão - nota do tradutor.
14 SOTO, La Reforma Presente (citando Hoke S. Dickson em “The Cane Ridge Readger”), pág. 25.
15 LATOURETTE, Kenneth Scott, A História da Expansão do Cristianismo, IV (Grand Rapids: Zondervan, 1970), pág. 192.192 a 194. (4) Ibid., pp. 192-93. (5) Ibid., p. 193. (6) Ibid., p. 194.
16 SOTO, Fernando, La Reforma Presente, pág. 23.
17 WHITE, John, Quando o Espírito Vem com Poder, pág. 76.
18 Ibdem.
19 Ibdem.
20 As Presbyterian, Methodist, and Baptist ministers all united in the blessed work at this meeting, when they returned home to their different congregations, and carried the news of this mighty work, the revival spread rapidly throughout the land; but many of the ministers and members of the synod of Kentucky thought it all disorder, and tried to stop the work.Soon a diversity of opinion sprang up, and they got into a Babel confusion.Como todas as principais denominações evangélicas da atualidade (presbiterianos, batistas, menonitas, assembleianos e etc.), em nosso movimento também houve excessos e erros no início. Some preached Arian, some Socinian, and some Universalist doctrines; so that in a few years you could not tell what was harped or what was danced . O arianismo, o socianismo e universalismo foram pregados por alguns, mas posteriormente, com o amadurecimento, esses rumos foram corrigidos.
21 ALLEN, C. Leonard, Raízes da Restauração, pág. 111 a 113.
22 STONE, Barton W., Revivals of Religion. Christian Messengers, 5 julho de 1831.
23 Ibdem.
24 Ibdem.
25 SOTO, Fernando La Reforma Presente, pág. 32
26 Ibdem, pág. 33.
27 GONÇALVES, Ozório, revista O Mensageiro das Igrejas de Cristo, Ano XXIX, No. 127, junho/julho de 2007, pág. 08 e disponível no site www.movimentoderestauracao.com .
28 SHIELDS, Merlyn Lee, O Movimento de Restauração no Brasil, pág. 03.
29 Ibdem.
30 GONÇALVES, Ozório, revista O Mensageiro das Igrejas de Cristo, Ano XXIX, No. 127, junho/julho de 2007, pág. 08 e disponível no site www.movimentoderestauracao.com .
31 GARRETT, Leroy, Restoration Review, Vol. 18, No. 7, setembro de 1976.
32 Confira o artigo que explica este lema nos sites www.movimentoderestauracao.com .

fonte: https://opresbiterocristao.blogspot.com/2011/11/avivamento-e-o-movimento-de-restauracao.html?m=0

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Bíblia Etíope.



artigo extraído do facebook de Rosana Batista. 

Quando eu percebi que Hebreus 11 descreve um homem sendo “serrado ao meio” e eu não conseguia encontrar essa história em nenhum lugar do meu Antigo Testamento, eu soube que alguma coisa estava faltando na minha Bíblia.
Eu estava seguindo um daqueles planos de ler a Bíblia inteira em um ano. Um daqueles bem organizados, com leituras todos os dias. Eu já estava seguindo o plano havia nove meses sem falhar. Estava me sentindo bem com aquilo.
Então cheguei a Hebreus 11. O capítulo conhecido como a “Galeria da Fé”. A maior sequência de exemplos de fé das Escrituras.
O versículo 37 lista as maneiras como os fiéis sofreram. Apedrejados. Tentados. Mortos ao fio da espada.
Então aparece esta frase: “Foram serrados ao meio.”
Eu parei de ler. Li o versículo novamente.
Serrados ao meio. Isso não é uma metáfora. É uma execução específica e brutal. O autor de Hebreus claramente está fazendo referência a uma pessoa real. Uma história real. Uma história que o público original obviamente conhecia.
Então fui procurar.
Procurei de Gênesis até Malaquias. Cada profeta. Cada narrativa. Cada ato de violência e perseguição.
Ninguém é serrado ao meio. Não na minha Bíblia.
Pesquisei no aplicativo de concordância bíblica do meu celular. Nada. Consultei três Bíblias de estudo diferentes. Uma delas tinha uma nota de rodapé dizendo: “Tradicionalmente atribuído a Isaías, segundo a tradição judaica.”
Segundo a tradição judaica. Não segundo a Bíblia.
Aquilo me incomodou.
Porque Hebreus não está citando folclore. O autor coloca essa execução ao lado de histórias verificáveis — Abraão, Moisés, Raabe, Davi. São referências históricas. Por que ele mudaria de repente para uma lenda impossível de verificar no meio da lista?
Ele não faria isso. Estava fazendo referência a um texto ao qual seu público tinha acesso.
Um texto que eu não tinha.
Fui procurar. Encontrei em um livro chamado A Ascensão de Isaías. Um texto antigo que descreve o profeta Isaías sendo executado pelo rei Manassés — colocado dentro de um tronco oco e serrado ao meio enquanto continuava profetizando.
É brutal. É de partir o coração. E explica Hebreus 11:37 perfeitamente.
Mas esse livro não está na minha Bíblia.
Aquilo me levou por um caminho que eu não esperava.
Comecei a procurar outros lugares em que o Novo Testamento parece fazer referência a histórias que não estão no cânone de 66 livros. E continuei encontrando.
Paulo escreve a Timóteo e menciona dois magos egípcios chamados Janes e Jambres que se opuseram a Moisés. Essa história não está em Êxodo. Esses nomes vêm de textos que estão fora do cânone tradicional.
Paulo fala sobre uma “rocha espiritual” que acompanhava Israel pelo deserto. Esse detalhe não vem apenas dos cinco livros de Moisés. Ele vem de tradições preservadas em textos como o Livro dos Jubileus.
O autor de Hebreus descreve Moisés escolhendo sofrer em vez de desfrutar dos “prazeres transitórios do pecado”. A versão ampliada dessa escolha — as dinâmicas políticas, a linha do tempo, o motivo — está em Jubileus, não em Êxodo.
Os autores do Novo Testamento estavam lendo livros que nunca tinham colocado nas minhas mãos.
Comentei isso na igreja num domingo. Não de maneira confrontadora. Apenas casualmente. Depois do culto, conversando com um dos presbíteros.
“Eu estava lendo Hebreus 11 e percebi que ele faz referência a uma história que não está no nosso Antigo Testamento. O profeta sendo serrado ao meio. Você sabe de onde vem isso?”
Ele pensou por alguns segundos. “Provavelmente é apenas uma tradição oral. Nem tudo precisa ter uma fonte escrita.”
Mas Hebreus trata aquilo como história. Coloca ao lado de Abraão e Moisés.
“Bem”, ele disse, “nós temos tudo de que precisamos para a salvação nos 66 livros.”
Talvez. Mas eu não estava perguntando sobre salvação. Estava perguntando sobre contexto. Sobre entender aquilo que os apóstolos entendiam quando escreveram as palavras que eu estava lendo.
Comecei a pesquisar. Não em sites de conspiração. Não em buracos sem fim do YouTube. Apenas história.
Descobri que entre o último profeta do Antigo Testamento, Malaquias, e o nascimento de Jesus existem aproximadamente 400 anos. Quatro séculos. O período que muitos pastores chamam de “Anos de Silêncio” ou “Período Intertestamentário”.
Mas Deus não ficou em silêncio durante aqueles 400 anos.
Foi nesse período que aconteceram a Revolta dos Macabeus. O surgimento dos fariseus e saduceus. A dinastia dos Hasmoneus. A transição do domínio persa para o grego e depois para o romano. O desenvolvimento das sinagogas.
Cada uma dessas coisas molda o mundo no qual Jesus entrou. Você não consegue entender por que os fariseus agiam daquela maneira sem conhecer a crise dos Macabeus. Não consegue entender por que o povo judeu odiava tão profundamente a ocupação romana sem saber o que aconteceu sob Antíoco Epifânio.
Essa história está registrada. Em 1 Macabeus. Em Eclesiástico. Na Sabedoria de Salomão. Em livros que estiveram na Bíblia cristã durante mais de mil anos.
Livros que foram removidos. Não porque provaram que eram falsos. Não porque novas evidências os desacreditaram. Eles foram removidos porque imprimi-los era caro, e determinados editores protestantes no século XIX decidiram que eles não eram essenciais.
Eles não foram removidos por Deus. Foram removidos por uma decisão de orçamento.
Descobri que a Bíblia King James original de 1611 — aquela que muitas pessoas apresentam como padrão máximo das Escrituras — incluía os Apócrifos. Ela foi publicada com esses livros entre o Antigo e o Novo Testamento. Os tradutores os colocaram ali de propósito.
Eles só foram arrancados depois. Pelos impressores. Para economizar no custo do papel.
Aquilo mudou alguma coisa dentro de mim.
Também descobri que a Igreja Ortodoxa Etíope nunca removeu nenhum desses textos. Eles mantêm o mesmo cânone de 88 livros há mais de 1.500 anos. A mesma coleção que possuem desde que o cristianismo chegou à Etiópia no século IV.
Enquanto as igrejas ocidentais discutiam quais livros manter e quais cortar, a Etiópia simplesmente continuou lendo a biblioteca inteira.
A mesma Etiópia mencionada em Atos 8, quando Filipe batiza o eunuco etíope. Uma das primeiras conversões registradas no Novo Testamento. Aquele homem voltou para casa com as Escrituras. E sua igreja preservou tudo.
E eles não preservaram apenas os livros extras. Preservaram o verdadeiro nome de Deus — Yahweh — em todas as páginas. O mesmo nome que foi retirado mais de 6.800 vezes das traduções ocidentais e substituído por “Senhor”.
Os Manuscritos do Mar Morto, descobertos em 1947, confirmaram aquilo que a Etiópia vinha dizendo o tempo inteiro. Os manuscritos bíblicos mais antigos já encontrados não correspondiam à Bíblia ocidental. Correspondem à da Etiópia.
Durante 2.000 anos, o mundo leu 66 livros enquanto a Etiópia silenciosamente protegia todos os 88. Não porque fossem hereges. Porque nunca foram conquistados.
Encontrei uma cópia de A Bíblia Etíope Completa, da Ethiopica. O cânone completo. Todos os 88 livros. Em português. Com uma formatação fácil de ler.
Hesitei antes de pedir. Uma parte de mim ainda sentia como se estivesse cruzando algum limite.
Mas pedi mesmo assim.
A primeira coisa que li foi 1 Macabeus.
Parece uma narrativa de guerra. Detalhada. Histórica. Nomes específicos, datas, batalhas.
Conta a história de como Antíoco Epifânio profanou o Templo de Jerusalém. Ergueu um altar pagão. Proibiu a Torá. Mandou executar mães que circuncidavam seus filhos.
Então uma família — os Macabeus — reagiu. Contra todas as probabilidades. Com fé e táticas de guerrilha.
Eles venceram. Purificaram novamente o Templo. Acenderam de novo a menorá. É daí que vem o Hanucá. Jesus celebrou o Hanucá. Isso é mencionado em João 10:22. Mas a história por trás disso? Não está na Bíblia protestante.
Sem 1 Macabeus, você não entende o barril de pólvora político no qual Jesus entrou. Não entende os Zelotes. Não entende por que as multidões queriam um Messias militar. Não entende por que os fariseus se importavam de maneira tão obsessiva com a Lei — porque os avós deles morreram para protegê-la.
Depois li a Sabedoria de Eclesiástico.
Parecia Provérbios, mas mais longo e mais específico. Sabedoria prática sobre controlar a língua. Sobre escolher amigos de verdade. Sobre como criar os filhos. Sobre o luto. Sobre paciência.
Não parecia estranho. Parecia a parte de Provérbios que deveria estar ali desde o princípio.
Depois li o Livro dos Jubileus.
Jubileus pega a narrativa de Gênesis e preenche as lacunas. Apresenta a linha do tempo. As genealogias. O motivo por trás de acontecimentos que Gênesis menciona em um único versículo, mas não explica.
Ele explica a origem dos demônios — de onde vieram, por que Deus permitiu que alguns permanecessem. Explica o sistema de calendário que os israelitas utilizavam. Explica por que determinadas festas aconteciam em determinados dias.
Não é estranho nem místico. É simplesmente contexto. O tipo de contexto que faz todo o resto finalmente se encaixar.
E então li Enoque.
O livro que Judas cita pelo nome no Novo Testamento. O livro encontrado entre os Manuscritos do Mar Morto ao lado de Gênesis e Isaías. O livro que os primeiros líderes da Igreja — Tertuliano, Irineu, Clemente de Alexandria — tratavam como Escritura com autoridade.
Enoque explica Gênesis 6. Os “filhos de Deus” que tomaram mulheres humanas. Os Nefilins. A corrupção que levou ao Dilúvio.
Ele dá os nomes dos anjos caídos. Descreve aquilo que ensinaram à humanidade. Explica por que o julgamento de Deus foi tão severo.
E contém profecia messiânica. Uma figura chamada “Filho do Homem” que viria com seus santos para executar o julgamento. Exatamente a imagem que Jesus usou para descrever a si mesmo nos Evangelhos.
Quando Jesus chamou a si mesmo repetidamente de “Filho do Homem”, ele não estava apenas sendo humilde. Estava apontando de volta para a visão de Enoque. Seu público teria entendido isso.
Eu não entendia. Porque eu não tinha o livro.
A Bíblia que eu tinha lido durante toda a minha vida não estava errada. Era apenas a versão resumida.
Como ler uma biografia que pula a infância da pessoa e todo o contexto histórico e depois se perguntar por que os capítulos do meio parecem confusos.
Eu ainda leio minha Bíblia King James. Ainda amo aquela Bíblia. Não estou tentando jogar nada fora.
Mas agora também tenho a biblioteca completa. Os livros que os apóstolos citaram. A história que o Novo Testamento pressupõe que você já conhece. O contexto que transforma os “Anos de Silêncio” em qualquer coisa menos silêncio.
Dois meses depois que recebi o livro, um amigo da igreja viu na minha mesa. Grosso. Imponente. Ele pegou e começou a folhear o índice.
“Espera — Macabeus está aqui? E Enoque?”
“Tudo”, eu disse. “88 livros. O cânone etíope completo.”
Ele ficou olhando para o índice durante muito tempo.
“Eu sempre me perguntei onde estava a história do Hanucá”, ele disse baixinho. “Eu simplesmente achava que estava no Antigo Testamento e que eu não tinha percebido.”
Ele não tinha deixado passar.
Ela tinha sido removida.
Naquela mesma noite, ele pediu a cópia dele na Ethiopica.
Eu não estou aqui para dizer que a Bíblia de alguém está errada. Não estou procurando começar discussões.
Eu só sei que o Novo Testamento cita livros que a maioria dos protestantes nunca leu. Que os apóstolos presumiam que seu público conhecia textos que nunca colocaram nas nossas mãos. Que existem 400 anos de história entre os Testamentos que ninguém me entregou.
A Igreja Etíope preservou esses textos. Os Manuscritos do Mar Morto confirmaram sua antiguidade. Os primeiros líderes da Igreja os citaram como textos de autoridade.
Alguém decidiu, alguns séculos atrás, que eu não precisava deles.
Eu discordo.
E agora eu tenho.
Se você alguma vez se perguntou por que Hebreus descreve o martírio de alguém que você não consegue encontrar no seu Antigo Testamento, ou por que existe um intervalo de 400 anos entre Malaquias e Mateus que ninguém preenche, ou por que os apóstolos parecem fazer referência a histórias que você nunca ouviu, você não está sozinho.
As respostas existem.
Elas foram preservadas. Na Etiópia. Nos manuscritos antigos. Nos livros que os primeiros cristãos usavam.
Alguém simplesmente decidiu que você não precisava delas.
Eu precisava.
E agora eu tenho.
Se você quiser ler as mesmas Escrituras completas, aqui está o que eu diria para você.
A versão que encontrei — A Bíblia Etíope Completa, da Ethiopica — é a única que encontrei que faz isso direito. Todos os 88 livros. Nada removido. Nada editado. O verdadeiro nome de Yahweh em todas as páginas, em vez de substituído por “Senhor”.
Ela inclui o Livro de Enoque. Jubileus. Macabeus. Eclesiástico. Sabedoria de Salomão. Ascensão de Isaías. Todos os textos que mencionei acima. Os livros que os apóstolos citaram. A história que o Novo Testamento pressupõe que você já conhece.
A Bíblia Etíope Completa reúne tudo isso em uma única edição. Todos os 88 livros, em português. Você recebe a edição digital imediatamente, além de uma garantia de 90 dias. Se você ler e ela não mudar a maneira como entende as Escrituras, peça seu dinheiro de volta. Sem perguntas.
Vou deixar o link abaixo
https://pay.cakto.com.br/ouqshui_1076259
A única coisa que preciso avisar é esta: eles disponibilizam em pequenos lotes e isso não é disponibilizado em massa. Já vi os lotes se esgotarem antes. Se o link acima estiver funcionando, ainda existem exemplares disponíveis.
Não estou com pressa para pressionar ninguém. Não é esse tipo de publicação.
Mas se você vem sentindo as mesmas lacunas que eu senti — o contexto que falta, as histórias que não parecem se conectar direito, os 400 anos que ninguém explica — as respostas estão neste livro.
Elas estão ali há 2.000 anos.
Alguém simplesmente manteve isso longe de você.
Vou deixar o link abaixo
https://pay.cakto.com.br/ouqshui_1076259
P.S. — Não recebo nada para escrever isso. Não tenho nenhuma ligação com a Ethiopica. Sou apenas um cristão que passou trinta anos lendo a versão resumida sem saber. Quero que outras pessoas tenham aquilo que eu encontrei.
P.P.S. — Se você ainda está vendo esta publicação, ainda existem exemplares disponíveis. Vou atualizar isso quando não houver mais.
Ver menos